O que é esperado de um psicólogo/a*

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Às vezes tenho a sensação de que as pessoas esperam que um psicólogo esteja disponível a 100% a todas as horas do dia, como um serviço de urgência. Com isto dos telemóveis e das redes sociais, acaba por estar mesmo, de certa forma. Mas nós, tal como o resto dos mortais, também ficamos cansados, precisamos descansar, ficamos stressados, temos problemas, temos a nossa hora de almoço e períodos para relaxar. Aliás, um psicólogo sempre “ligado”, com muito trabalho, pouco descanso e sem tempo para si, também quebra, também sofre de esgotamento, ansiedade, pânico e depressão. Parece estranho, mas nós também ficamos doentes…

Ser psicólogo/a é das profissões mais recompensadoras que existe, a meu ver. É um trabalho bonito e delicado. Lidamos com emoções, que são voláteis e assoberbantes. As emoções tomam conta das pessoas e elas, no desespero, querem agarrar-se a algo que as acuda imediatamente, compreensivelmente. Mas as emoções são controláveis, temos é de aprender a fazê-lo. De facto, só em consulta podemos fazer esse trabalho e esse treino. Por mensagens ou telefonemas, podemos conter a pessoa, acalmá-la e tranquilizá-la, mas é necessário mais, um trabalho de seguimento para que a pessoa possa aprender estratégias e mecanismos para se defender da próxima vez que surgir alguma situação ou sensação de aflição.

Nós, psicólogos/as, temos de conter não só a pessoa com quem falamos, mas conter-nos a nós perante o quadro que a pessoa apresenta. Há pessoas que, no seu desespero, agitação e ansiedade, vêm com uma energia que nós temos de conter, dissipar e transformar. Não se dá sem desgaste da nossa parte. Fazemo-lo com amor e arte, e assim tem de ser. Levamos de manhã à noite a responder a solicitações, mensagens, pedidos de marcação e remarcação, incluindo aos fins-de-semana, se for preciso. Atendemos telefonemas quando conseguimos, nomeadamente nas viagens entre casa e o trabalho ou outros locais. Precisamos estar sempre bem, com um sorriso na cara, com imensa disponibilidade para ouvir, responder e compreender.

Espera-se que o psicólogo esteja sempre ali para encorajar, motivar, esclarecer, curar o que está doente e consertar o que está partido. Espera-se, também, que o possa fazer rapidamente, que, de certa forma, “adivinhe” os anseios e necessidades mais profundas, nem sempre reconhecidas pela mente consciente. Espera-se que o psicólogo possa deslumbrar, cativar, acolher todas as dores; mudar o familiar desajustado, a filha rebelde, o marido pouco amoroso, a mãe neurótica, o namorado autocentrado, o pai deprimido.

Precisamos, também, de fazer o nosso trabalho interior, a nossa higiene mental e emocional, não falando da higiene do sono e do descanso. Precisamos (devemos!) ler e aprender, continuamente. Fazer cursos, workshops, estar sempre actualizados. Precisamos, igualmente, de escrever, publicar, dinamizar as nossas redes sociais, que são outras das nossas ferramentas de trabalho. Precisamos, então, de mostrar o nosso trabalho, como trabalhamos, dar informações públicas para que as pessoas nos possam encontrar, conhecer, chegar até nós e nós até elas. De vez em quando, precisamos também de fins-de-semana inteiros (trabalhando sábados) e férias ocasionais.

Por tudo isto, e mais alguma coisa que eu me tenha esquecido, eu digo: ser psicólogo/a é uma profissão a tempo inteiro. E, tenho cá para mim, que o faço quase ininterruptamente de segunda a domingo, com pausas ocasionais para comer, dormir, tarefas rotineiras, e uma ou outra actividade que requeira a minha atenção e que eu me proponha a fazer. Mas é bom e eu gosto muito. Só que às vezes só queremos parar e esquecer que somos psicólogos por algumas horas, como qualquer outro profissional… E pronto, foi o meu desabafo por hoje.

*Quem diz psicólogo, diz qualquer outro profissional de saúde e de outras áreas das quais as pessoas possam precisar com urgência ou em casos de aflições.

Afirmações a introduzir diariamente no seu discurso

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Independentemente de quais foram as verdades em que tem vindo a acreditar ao longo do caminho e independentemente das palavras que vem ouvindo desde casa, das pessoas que a rodeiam, de dúvida, de crítica, de julgamento, de pessimismo e negativismo e de descrédito, quero que passe a acreditar, no seu íntimo, que consegue tudo o que quiser. Introduza, daqui para a frente, as seguintes afirmações, ou decretos pessoais, no discurso e pensamentos que tem para si mesma, acerca das várias situações da sua vida:

“Eu sou capaz”

“Eu consigo”

“É possível fazer isto”

“Eu sou merecedora”

“É-me permitido fazer/ser/sentir”

“Autorizo-me a”

“Eu sou suficiente”

“Eu basto-me”

“Eu posso mudar”

“Vai ficar tudo bem”

“Há sempre algo mais para viver/sentir/fazer”

“Não preciso fazer isto sozinha/posso procurar ajuda”

“Aceito-me como sou”

“Acredito em mim/no meu potencial/nas minhas capacidades”

“A cada dia crio a realidade que quero”

“Sou autoridade e soberania na minha vida”

“Decido o que quero”

“Posso tomar decisões sobre a minha vida”

“Posso viver/fazer aquilo que quero”

“Não preciso de depender de ninguém”

“Reconheço as minhas necessidades”

“Executo os meus planos”

“Faço o que preciso”

“Tenho aquilo que preciso”

“Eu importo”

Este é o princípio da autoestima e da autocapacitação. Se estes forem os seus mantras e afirmações diárias, vai conseguir manter o foco, o positivismo, a esperança e vai ficar firme na concretização dos seus objectivos e ideais. Eu digo: força! Você consegue! Você é mais do que capaz.

 

A vontade de morrer e a capacidade de mudar

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Dois assuntos hoje, interligados. Nem toda a gente tem a capacidade de transbordar positividade e felicidade a todo o momento (por mais que as redes sociais possam mostrar exactamente isso). Não é humanamente possível estar sempre bem ou passar pela vida sem dor. A dor é algo recorrente na vida normal do ser humano. Nascemos a sofrer e, se for preciso, morremos em sofrimento. Entre uma coisa e outra, vamos ter várias situações e momentos dolorosos, seja por perda, por trauma, por acidente, por mágoa, traição, o que seja. E, entre essas coisas, teremos outras. Situações felizes, engraçadas, emocionantes, alegres, divertidas, apaziguantes, e tudo o que possa ser bom.

Há muitas pessoas neste mundo a sofrer em silêncio, destroçadas, com sentimentos contraditórios sobre si mesmas, sobre o mundo, sobre o futuro – principalmente sobre o futuro. Sem conseguirem ver aspectos positivos de estarem vivas, de estarem cá, neste plano ou planeta, na vida que têm. Compreendo perfeitamente essa dor… Se não consegue prever coisas boas para si, como poderia querer aguentar estar cá em vão? Continuar a viver? A vida, assim, tem um sabor agridoce, sem esperança, sem alento, sem energia e sem alegria. Ninguém deveria viver assim.

Por mais que não sejam justas as suas circunstâncias, as suas vivências, as suas perdas, o seu sofrimento, não há nada que pode alterar aquilo que já foi, aquilo que se passou, aquilo que aconteceu. Em relação a isso não, não há nada a fazer. Só há dois momentos, ou duas alturas, em que é possível mudar alguma coisa: o hoje e o amanhã. O presente e o futuro. Acredite, se você decidir, no seu íntimo, e com toda a força do seu querer, eu digo: é possível superar tudo. Há dores que podem nunca desaparecer por completo, mas pode construir um novo futuro para si, com um sentimento diferente por tudo o que já passou, um sentimento diferente por si e pelo próprio futuro também.

Se não consegue mais, se acha que atingiu o seu limite, por favor, procure ajuda. Faça um último esforço nesse sentido, de se recuperar, de ajeitar o que se quebrou ou partiu em si. Se foi a confiança nos outros ou em si, ou mesmo no que o futuro lhe reserva, é altura de voltar a acreditar, criar esperança, de que é possível melhorar. É-lhe permitido superar o que quer que seja, é possível voltar a ser feliz ou encontrar momentos felizes, sentir-se alegre novamente. É possível voltar a estar bem, mesmo que isso leve tempo.

Faça terapia, faça coisas que são boas para si, relembre-se do que é sentir-se bem. Dê-se um tempo, dê um banho ou uma volta na praia. Ajeite o seu cabelo, coloque um batom e um rímel, sorria para a vida. Finja que está tudo bem, mas, por favor, acredite que pode mesmo ficar – tente que fique bem até que esteja, de facto, bem novamente.

O vazio

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Há uma coisa escura, pesada, sombria e angustiante que se instala no peito das pessoas por vezes. Não se sabe de onde vem nem porquê, mas o que é certo é que, quando se instala, parece sugar toda a alegria de viver e parece que nunca mais se pode ser feliz e que, assim, não vale a pena viver.

Eu considero esse vazio como uma falta de conexão ou uma falta de preenchimento de algo superior, poderoso e fortalecedor: autoestima, o poder de acreditar no melhor, e a presença de nós em nós.

Faltando presença, carinho e aceitação, bem como a crença ou a convicção em algo positivo em relação ao futuro, não pode haver felicidade, plenitude ou harmonia interior. Esse preenchimento é um grande acto de amor próprio, falarmos connosco, resgatarmo-nos dos nossos pensamentos mais sombrios e assustadores, e caminharmos rumo à superação de tudo o que nos consome.

Eu tenho encontrado nas várias terapias e práticas terapêuticas esse senso de pertença (presença) e ligação a algo superior, bem como acolhido todas as partes minhas que andavam tresmalhadas, tristes ou angustiadas. No fundo, acolhendo a angústia e dando-lhe um colo, um porto seguro, um abrigo, ela deixa de ser angustia para ser preenchimento.

Dando amor ao vazio, o que fica no lugar? Um ninho, um colo, uma presença. É isso a que me refiro quando falo em sermos a presença em nós. O nós preencher esse espaço escuro. Levar cor, vida, alegria, positividade, esperança e leveza. Quando a vida ocupa o lugar, não há espaço para a dor, mágoa ou vazio. Ele cessa, transforma-se e não é mais.

Seja vida, seja amor. Coloque-se no centro. Você é o centro. Você é tudo (o princípio e o fim).

A autoestima e a rebeldia de ser quem somos

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Conheço poucas mulheres a considerarem saudável as sua auto-estima. No fundo, o que é uma autoestima saudável? Nutrirmos afecto por quem somos, gostarmos de quem somos, do que vemos em nós (e para isso não temos de gostar de tudo em nós), falarmos gentilmente e pacientemente connosco, automotivarmo-nos constantemente e sermos as nossas próprias “líderes de claque”, as que em primeiro dizem: “Força! Vamos lá! Tu consegues, tu és capaz!”, com toda a convicção do mundo.

É preciso termos convicção, acreditarmos em nós, valorizarmo-nos, encontrarmos beleza em quem somos, até nas nossas fraquezas e vulnerabilidades. Autoestima é aceitação de quem somos a cada momento, mas também quem fomos, o que fizemos ou deixámos de fazer no decurso das nossas vidas. Convicção nas nossas capacidades, no nosso valor enquanto ser humano e ser vivente nesta terra. Encontrarmos o que é melhor em nós, acolher o que não gostamos.

As mulheres têm falta de autoestima porque querem muito ser boas em tudo e ser boas em tudo sempre. Quando não o conseguem, deprimem e sentem-se inseguras, insuficientes. O ser mulher obriga a ter uma boa imagem, ser competente nas várias áreas e estar sempre bem. Quem consegue isso?? É impossível ou sai a um preço muito caro. Há essa exigência nas mulheres, o terem de estar para tudo e para todos, serem elegantes, belas, disponíveis, cuidar dos outros, serem boas mulheres, boas mães, ter um comportamento exemplar-senão-o-que-pode acontecer…

Há sempre uma guilhotina sob a cabeça da mulher: a expectativa dos outros, da sociedade, da família, dos companheiros, sobre o que deve ser uma mulher. Mas também a expectativa da própria mulher sobre si mesma. Fomos ensinadas à humildade, ao obedecer, ao não responder, ao cumprir as regras, a ser subservientes, obedientes, ao não contestar. Como tal, perdeu-se a mulher rebelde, que está a surgir cada vez mais nas mulheres maduras – a não calar, a não consentir, a não fazer porque sim, porque se espera dela, porque é suposto. O que é suposto, afinal?

Então, no fundo, a autoestima é um pouco de rebeldia. Questionar-se sobre os limites autoimpostos. Porque chega a uma altura em que esses limites só existem porque acreditámos neles, seja por convenção, por sobrevivência ou por comodismo (habituação). Sejamos rebeldes, sejamos activistas do nosso bem estar. Questionemos as nossas fraquezas e vulnerabilidades. Dêmos-lhes motivos para crescer, mudar, acreditar. Acreditar em si é o primeiro passo para a autoestima que quer (e merece) ter.

O poder de acreditar

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Hoje uma cliente fez-me relembrar do poder de acreditar nas pessoas. O próprio facto de nós, terapeutas, confiarmos no sucesso e na capacidade daquela pessoa ultrapassar a situação, faz muito. Faz toda a diferença.

Tenho ouvido relatos de pessoas que foram a médicos e terapeutas que as trataram com pouca dignidade e respeito, com pouca confiança e até com antipatia e arrogância. As pessoas não estão mal e a precisar de ajuda porque querem ou porque sim, porque é divertido ou não têm mais nada para fazer da vida.

As pessoas com problemas psicológicos, não são mentirosas, preguiçosas, fracas, com pouca personalidade ou inteligência. Pelo contrário, são pessoas conscientes dos seus problemas, que não querem continuar a tê-los e procuram ajuda para os ultrapassar. Nesse momento relevam a maior valentia e coragem, que é expor-se a outro ser humano, sujeitas a crítica, julgamento ou desvalorização.

Nós terapeutas e comunidade médica, principalmente, devemos tratar estas pessoas com cuidado, com atenção, com carinho e com amor. O que estas pessoas fragilizadas mais precisam é disso: amor. Uma palavra de conforto, de reforço, um “você consegue, você é capaz”.

Nunca deve duvidar do seu valor. Você é valente, você é forte. Você, que sofre diariamente com um problema de saúde mental, que tem resistido até aqui, não desista. Acredite sempre que é possível melhorar, mudar, transformar a situação em que está.

– “Obrigada pela paciência.”, disse ela.

– “Paciência de quê?”, respondi eu.

– “De me escutar, de acreditar em mim e nunca ter desistido de mim”.

E estas palavras ecoaram forte em mim, de saber que o maior tesouro que tenho está ali à minha frente diariamente, que é o coração destas pessoas que depositam em mim a sua confiança, os seus desabafos, as suas partilhas, medos, limitações, segredos, complexos, incertezas e inseguranças.

A todas elas, um muito obrigada pelo voto de confiança e pelas histórias magníficas, processos fantásticos de cura e superação e viagens nas quais me permitem participar diariamente através da hipnose.

O poder de acreditar, o poder da confiança e o poder da escuta. Três grandes poderes que, utilizados sabiamente em seu favor e na terapia, têm a capacidade de salvar o mundo. O seu mundo, e o mundo das pessoas em quem toca no coração. Esse é o poder da mudança e da transformação. Esse é o poder a ter e a utilizar diariamente. Por si. Por todos nós.

A hipnose faz magia?

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A meu ver, quase que faz. Não sendo magia, nem produzindo resultados imediatos, por vezes eles acontecem rapidamente. Muitas vezes assisto a processos fantásticos e mudanças abismais em pouco tempo, que até a mim me surpreendem. Mas cuidado, não é sempre. Há pessoas que estão muito preparadas para acessar a si mesmas, prontas para contornar as resistências da mente e do inconsciente, que se permitem ir e se deixam levar até onde precisarem de ir. Aí torna-se tudo muito mais fácil.

Importa aqui dizer que a hipnose não é um exercício de subjugação do terapeuta sobre o paciente, uma luta de poder nem uma dominação por parte do terapeuta sobre a mente e o livre arbítrio do paciente. A pessoa está, em todos os momentos, consciente do que se está a passar, de forma lúcida, presente e focada. É preciso dizer isto.

Podem haver várias formas de trabalhar, mas esta é aquela que é a mais correcta e a mais ética possível: não haver manipulação do terapeuta sobre o que paciente deve imaginar ou não, sentir ou não, fazer ou não, no decorrer dos exercícios (que são semelhantes a uma meditação guiada – só que interactiva, com a participação activa do paciente).

Quando se vem muito preocupado e expectante com resultados, perde-se muito da essência deste trabalho. A pessoa até pode vir com um objectivo específico para essa consulta, mas a mente (ou o inconsciente) sabe sempre onde nos levar em cada sessão e em cada momento, só temos de a seguir. Se quer resultados imediatos e não tem disponibilidade, vontade, ou paciência para deixar o processo desenrolar-se, a hipnose não é para si.

A hipnose é, em si, uma caminhada, uma jornada de autoconhecimento e autodescoberta. Vai apresentar realidades, crenças, memórias, sensações, sentimentos e emoções que poderia até não estar à espera. E é aí que a hipnose opera a sua mágica: quando não esperamos nada em concreto, o caminho manifesta-se (quando estamos receptivos). E receptividade é a palavra do meio da hipnose.

Há pessoas que vêm à procura de um resultado muito específico, e isso, por vezes, é contraproducente. Mesmo assim, também nesses momentos, tem sido possível desvendar aquilo que a pessoa procura. Não é sempre, mas acontece. Lembro-me de alguns casos de primeiras consultas de pessoas que vinham com a queixa de que não se conseguiam lembrar de um determinado episódio de ou de uma determinada altura das suas vida. E sim, conseguimos acessar a partes e memórias que tinham estado ocultas até então.

A estes fenómenos damos o nome de rememoração, revivicação ou hipermnésia. Se é magia? Não é, mas parece! Daí o misticismo da hipnose. Produz um transe leve ou moderado (apesar de eu preferir a expressão “estado meditativo” ou relaxamento), que permite que estes fenómenos ocorram. Num estado de relaxamento físico e atenção focada, consegue aceder-se a memórias, sentimentos, emoções, pensamentos e crenças que, num estado de vigília normal, se tornam demasiado rápidos e inconscientes para tomarmos conta.

A hipnose é uma ferramenta muito valiosa para facilitar processos terapêuticos, das mais variadas ordens. Mas, tal como qualquer ferramenta terapêutica, é uma via para chegar ao sintoma e às causas do sintoma e não uma cura espontânea em si. Há todo um trabalho a acontecer à volta da técnica da hipnose, de elaboração, exploração, ressignificação e simbolização dos conteúdos que aparecem nos exercícios. Importante fazê-lo com um profissional credenciado e treinado para o efeito, com conhecimentos e práticas no campo da psicologia, preferencialmente.