O que se faz na consulta de hipnoterapia? 

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Quando a pessoa está em sofrimento, deprimida, ansiosa, preocupada, com dificuldades em dormir, concentrar-se, etc. e começa a perceber que sozinha não está a conseguir lidar ou ultrapassar qualquer que seja a situação emocional e pessoal que está a viver, pensa em pedir ajuda e começam as dúvidas: o que será melhor para mim? Será que a hipnose poderá ajudar? Ou só psicologia é suficiente?

Com a quantidade de terapias que existem actualmente, todas complementares na minha opinião, podemos considerar que quando o problema é grave e não vai lá com medicação, meditação, reiki, mindfulness ou outras técnicas, é porque existem problemas/traumas/crenças/aspectos emocionais de base que precisam ser “digeridos”, trabalhados e reestruturados. E é aí que entram a psicologia e a hipnoterapia.

A consulta de hipnoterapia é simples, existe uma conversa inicial em que a pessoa expressa como se está a sentir e o que a levou a esse estado de sofrimento ou alteração emocional (normalmente é o que leva as pessoas a marcar uma consulta), o terapeuta dá um feedback, um reenquadramento do que é dito, no fundo devolvendo o que a pessoa disse de forma empática e compreensiva, explicando seguidamente como a hipnoterapia pode ajudar e que tipo de exercícios podem ser propostos para resolver, ultrapassar ou amenizar o problema.

No final dessa conversa e entendimento, há lugar à prática de hipnose, exercícios de relaxamento físico e mental, seguidos de exercícios de visualização, imaginação e resolução de problemáticas. Eu gosto de usar a simbologia de “arrumar a casa”, ir à “cave” ou ao “sótão” da memória ou da mente, ver o que lá está em conflito ou discórdia e reorganizar, ressignificar e tranquilizar.

O paciente está sempre em controlo do que se está a passar, está consciente e desperto, só que envolvido mentalmente no exercício. O terapeuta vai dando sugestões e o exercício vai decorrendo de forma interactiva entre o paciente e o terapeuta. Normalmente todas as pessoas ficam admiradas com a facilidade que é imaginar e sentir com estes exercícios, reprocessando e organizando emocionalmente tudo aquilo que vai surgindo de forma natural.

De certa forma nós já levamos a vida a imaginar, recordar, projectar no futuro, preocupar, sofrer com antecipação, etc. Na hipnoterapia é utilizada esta nossa capacidade natural de pensar e elaborar sobre situações para resolver conflitos interiores, ou aspectos não resolvidos.

De qualquer das formas, vale sempre experimentar. A primeira consulta serve para isso. Se não quiser avançar ou realizar os exercícios, pode sempre ficar pela conversa construtiva e serão utilizadas ferramentas da psicologia apenas.

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