“Os diamantes de água”

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Texto de uma cliente sobre o processo terapêutico dela 

Estabelecei os marcos e olhai os horizontes.
Prendei os barcos e soltai as amarras.
Afundai os alicerces e cerrai os punhos.
Todos mentiram ao dizer que era fácil.

Fácil é espalhar as pedras e voltar as costas.
Fácil é olhar para o lado e ignorar as ondas.
Fácil é desejar as montanhas e falar das conchas.

Fixai o medo, enfrentai a vastidão,
Levantai as almas, caminhai de mãos dadas. Aceitai as perdas, a luta e as pausas.
Todos mentiram ao dizer que era difícil.

Difícil é navegar a profundidade,
Abrir um castelo, construir as pontes.
Difícil é abusar da coragem, juntar as areias,
Devolver os escudos e proteger as margens.

Voltai para dentro, ignorai as nuvens,
Deitai fora as certezas, abraçai as dúvidas.
Plantai sementes, arrancai as raízes.
Todos falaram do que sabem, mas ninguém sente o que disse.

Existem diamantes de água;
Marés tensas, correntes densas e corações tristes.
Existem a luz, a transparência e o brilho.
A escuridão, o desespero e o vazio.
Nada nos pertence. Tudo gira, tudo corre, tudo volta, tudo vive.

JC

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