Perguntas frequentes sobre a hipnose

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Toda as pessoas conseguem ser hipnotizadas?

Em princípio, se não existir qualquer perturbação psíquica ou deficiência cognitiva, qualquer pessoa é capaz de relaxar física e mentalmente, podendo ser convidada a visualizar e a entrar
num estado mais profundo de relaxamento.

E todas podem ser hipnotizadas?

Desde que o terapeuta siga alguns procedimentos em função do estado emocional da pessoa que se dispõe à experiência, todos os indivíduos poderão ser hipnotizados. Por vezes, inicialmente, com propostas mais simples de focagem de atenção e ou de relaxamento, para gradualmente se poderem propor exercícios mais complexos. Será tão seguro como fazer meditação guiada ou uma oração. O terapeuta deverá ter também em conta alguma eventual medicação que o sujeito possa estar a tomar, bem como o estado geral de saúde física do mesmo.

Aquilo que vai acontecer é aquilo que costumo ver na televisão ou na internet? As pessoas parece que “apagam”…

Muito provavelmente isso não acontecerá. A maior parte dos exercícios é feita num estado de relaxamento leve, em que a pessoa apenas fecha os olhos, relaxa e visualiza. À medida que se vai sentindo mais confortável com a técnica e com o terapeuta, a experiência de “meditação” ou relaxamento tende a ser mais profunda e por vezes esse “desligar” ocorre. Mas esse será apenas indício de um mais profundo estado de relaxamento.

O facto de eu ser hipnotizável ou sugestionável é indício de que sou uma pessoa fraca?

Antes pelo contrário, quanto mais seguro de si se sentir melhor funcionará todo o processo. A hipnose não é um jogo de vontades ou de dominação, a pessoa aceita o terapeuta como seu co-piloto numa série de exercícios. Você estará sempre ao volante e em controlo.

Vejo na televisão aqueles casos em que o hipnotizador toca na pessoa ou estala os dedos e ela fica em transe. É assim tão rápido e imediato?

Muitas vezes aquilo que vemos na televisão é apenas a parte editada de um processo mais completo. Antes disso as pessoas são normalmente preparadas ou instaladas sugestões para facilitar essas técnicas. No caso da hipnose de palco, os hipnotistas fazem testes de triagem à audiência, seleccionando com esses testes os indivíduos que por uma ou outra razão estão, naquele momento, mais sugestionáveis. Uma vez feita esse filtro, e tendo em conta o facto de esses voluntários serem o centro das atenções, fenómenos de elevada sugestionabilidade podem ocorrer. Em sessões terapêuticas, algumas dessas técnicas de indução rápida poderão ser usadas, sempre com o conhecimento e concordância da pessoa.

Já fiz meditação, reiki e algumas aula de yoga. É parecido?

Os estados de focagem de atenção e de relaxamento poderão ser muito semelhantes. A diferença é, acima de tudo, em como o exercício é realizado, com a personalização que o terapeuta é capaz de introduzir no exercício, uma vez que há a partilha verbal durante o exercício, para além de uma atenção permanente à linguagem corporal e de um respeito pelas crenças e criatividade da pessoa.

Não consigo “ver” nada quando fecho os olhos. Quando os fecho, está tudo escuro!

Não precisa ver para imaginar. Existem pessoas que poderão ser consideradas mais “visuais”, que mais facilmente colocam imagens na sua mente. Outras mais cinestésicas, que imaginam através de outros sentidos (olfacto, tacto, audição…) e outras ainda que se permitem ir partilhando ou responder a perguntas de certa forma, sem que haja um prévio pensamento mas sim apenas uma sensação. A sua imaginação poderá funcionar de muitas formas e dimensões.

Durante a sessão poderei mexer-me?

Não só poderá como deverá mexer-se sempre que tenha necessidade. O seu conforto é fundamental, podendo ajustar-se na cadeira ou sofá até encontrar a melhor posição, coçando o nariz, espirrando ou tossindo, se necessário. É importante não reprimir nada. As pessoas interrompem o exercício sempre que quiserem ou precisarem. O convite à partilha do que vai sendo sentido é permanente e a verbalização do sujeito é reforçada. Não deverá ser a pessoa a adaptar-se ao terapeuta, mas sim o terapeuta adaptar-se à pessoa e às suas necessidades.

Há o perigo de não acordar?

Não existe esse risco, mesmo que você adormeça em algumas partes do exercício, você irá continuar a ouvir a voz do operador que, de uma forma atenta, irá acompanhando o seu estado de relaxamento até ao final do exercício. Eventualmente, em função da profundidade e duração do exercício, o fim poderá ser mais ou menos energizante ou dinâmico para que a atenção seja novamente focada no momento presente e nas sensações normais de um estado de alerta.

As mudanças de comportamento que são feitas com recurso à hipnose são limitadas no tempo?

Dependendo do tipo de situação, algumas dessas mudanças terão de ser consolidadas ou reforçadas para se automatizarem e se tornarem inconscientes. Não sendo no entanto necessário o recurso a um hipnoterapeuta, uma vez que a pessoa o poderá fazer através da auto-hipnose, da auto-sugestão e da instalação e prática de novas rotinas.

Quando terminar a sessão posso realizar as minhas tarefas habituais, como ir trabalhar, guiar um carro, etc.?

Sairá da sessão como quem acorda de uma sesta tranquila, pelo que poderá sentir alguma letargia ou sonolência residual que se vai dissipando ao longo do tempo. Poderá fazer tudo o que se propõe fazer eventualmente até com mais energia, depois de caminhar um pouco, apanhar um pouco de ar ou de luz.

Deverei preparar-me de forma especial para a sessão?

Deverá trazer consigo apenas vontade de mudar e alguma abertura para experimentar, aprender e treinar as técnicas que lhe irão ser propostas. Fisicamente, ir com uma roupa confortável para a sessão, evitando cintos, roupas ou sapatos apertados, gravatas, etc. Evitar o consumo de estimulantes como a cafeína e o álcool previamente à sessão. Se estiver fisicamente menos bem com uma constipação ou algum outro mal-estar físico temporário, talvez seja preferível reagendar a sessão. Será também importante que, caso o assunto que queira abordar, tenha uma dimensão física (dor, mal-estar, dificuldades de mobilidade ou outros problemas físicos) tenha feito o despiste médico para um diagnóstico concreto.

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