Como trabalhar a autoestima

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Para conquistar a autoestima precisamos de trabalhar três aspectos fundamentais:

  1. Parte física (o corpo – aceitação ou modificação)
  2. Parte emocional (atividades de autoapreço – aumento do bem-estar)
  3. Parte mental (forma de pensar/falar consigo mesma – discurso positivo)

A autoestima, ou amor próprio, é um sentimento que temos por nós, que muitas vezes, está em falta. O gostar de quem somos, do nosso corpo, da nossa personalidade, da nossa maneira de ser e agir. O nos aceitarmos e aprovarmos, o termos bons pensamentos acerca de quem somos, o falar amorosamente connosco.

Apesar de haverem partes em nós que gostamos, como da simpatia, educação ou capacidade empática, por exemplo, que são as qualidades que reconhecemos em nós; ou talvez gostemos dos nossos cabelos, mãos ou sorriso, que são os nossos atributos físicos, temos também as partes que não gostamos: a voz, as pernas, os dentes… Um sei lá de atributos e características, que caem nos campos do “isto eu gosto, isto eu não gosto”, “isto eu aceito, isto eu rejeito”.

E até aqui tudo bem, temos o direito de gostar e de desgostar do que quisermos, mas quando essa rejeição de partes nossas acontece, há o discurso negativista de “eu deveria ser desta ou daquela forma mas não sou”. Comparação, enunciados “deveria” e vozes críticas: as nossas e dos outros.

Considerando que a autoestima é uma parte da nossa identidade que vai sendo construída, valorizada ou desvalorizada, conta muito a forma como falavam e foram falando connosco em pequenos e na adolescência. Pais, vizinhos, primos, tios, professores, amigos, namorado, namorada, irmão, irmã, quem quer que seja do nosso núcleo intimista ou mais alargado, considerado que temos vários círculos de inclusão na esfera social.

Muitas vezes descrevemo-nos como outras pessoas nos descrevem, ou achamos que somos de determinada forma porque os outros nos disseram, pois há as características que reconhecemos em nós e aquelas que os outros nos reconhecem. Muitas vezes também, acontece as outras pessoas nos verem com melhor clareza do que nos vemos a nós próprios, e conseguirem ver qualidade onde só vemos defeitos. Pelo contrário, também podemos ter, ao longo da vida, vozes críticas, de inveja, de ciúmes; vozes autoritárias, inflexíveis, rígidas e castradoras.

Todas essas vozes, nossas e dos outros, nos compõem e todas elas nos definem, de certa forma. Ou porque acreditamos nelas, ou porque foram tão recorrentes que nos apropriamos delas. É importante parar para refletir, ponderar naquilo que são, efetivamente, as nossas qualidades, características e “defeitos” (partes que não gostamos em nós), quais as que queremos manter, quais as que queremos eliminar e quais as que gostaríamos de limar, modificar ou melhorar.

Comecemos com a parte física: o que gostaríamos de alterar em nós? É possível? Eu quero fazer isso? Força! Nutricionista, ginásio, o que seja necessário, procurar ajuda e dar andamento a esse processo. Não dá, não consigo ou não é possível alterar? Aceitar faz-se necessário. Respeitar o corpo, as características desse corpo, aprender a amá-lo, a cuidar bem dele, mimá-lo. Colocar creme, perfume, maquilhagem, fazer massagem, ativá-lo fisicamente, torná-lo saudável, comer de forma equilibrada, fazer caminhadas, natação, yoga… Tantas possibilidades!

Parte emocional: sentir-se bem consigo ou atividades de autoapreço, as que foram mencionadas em cima, mais todas as outras que sejam positivas, enaltecedoras ou agradáveis, que tragam uma sensação de bem-estar, seja exercício físico, fazer uma viagem, passar um fim-de-semana ou fim de tarde num sítio giro, tomar café ou um copo com os amigos, ler um livro, escrever um diário de gratidão, poesia ou pensamentos, ou todas as coisas que goste de fazer. A lista aqui é infinita.

Parte mental: falar de forma branda consigo, falar de forma benevolente e amorosa, com flexibilidade, tolerância ao erro, no fundo como falaria com o seu melhor amigo ou amiga, ou mesmo com uma criança pequena. É fácil ser crítico, difícil é ser amoroso. O nosso discurso interior molda por completo a nossa autoestima. Se só tem pensamentos negativos, tóxicos ou destrutivos, como espera sentir-se? Um caco. Começa por aí o início de uma relação feliz consigo mesma.

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