Paciência para esperar vs paciência para comigo

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Numa das terapias realizadas, no contacto com a figura/parte sábia, surgiu o insight de que era necessário ter paciência. A mensagem recebida foi esta: “precisas ter paciência”. Ora paciência para quê? Paciência para esperar, esperar que o processo terapêutico decorra, que os resultados se façam sentir, paciência com o que está a acontecer, paciência para que o tempo passe e para que tudo se resolva.

Também, mas o mais interessante, e em estado meditativo (ou hipnótico) temos a capacidade de sentirmos a percebermos as coisas com profundidade, com consciência, e a paciência vai muito mais além do que nos resignarmos ao esperar que algo aconteça ou que se resolva. Paciência para nós. É preciso ter paciência para consigo, para o que está a sentir, para o que está a passar, para o que lhe é difícil, paciência para passar por isso, para reconhecer o que está a acontecer em si, paciência e calma para esse ser que está a sofrer e não exigir demais, severamente demais, rigidamente ou de forma castradora.

Paciência rima com benevolência, amorosidade, gentileza, flexibilidade, bondade, acolhimento, carinho, serenidade, tranquilidade. Paciência é também permitir ser, sentir, deixar passar. E isso, é tremendamente necessário. Não podemos ser bons para nós mesmos se não formos também pacientes connosco. Com o nosso processo, o nosso timing – não só o das coisas lá foram acontecerem – mas das coisas cá dentro se ajeitarem, se acomodarem, se integrarem e repousarem enfim.

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