Níveis ou patamares de consciência

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Costumo comparar o nosso progresso ou evolução com o jogo do Super Mário. Quem lembra? Da mesma forma que o bonequinho ou a personagem tinha de chegar ao final de cada nível, ia tendo desafios pelo caminho. Umas vezes apanhava uns cogumelos e crescia um pouco e ficava mais forte mas ao mesmo tempo também tocava ou era tocado por objetos (cogumelos e afins) que o derrotavam ou o faziam retornar a um tamanho um pouco menor.

No final de cada nível haveria sempre o desafio maior, que custávamos a passar. Fazíamos imensas tentativas para passar cada nível, mas a cada vez que tínhamos de retroceder e começar de novo, era cada vez mais fácil passar esse nível. “Apanhávamos-lhe o jeito” e passar cada nível ia sendo mais e mais rápido. E depois chegávamos ao último nível, o temido dragão que tínhamos de matar. Essa era a tarefa mais árdua. Até lá mergulhávamos em mares, passávamos grutas, voávamos por cima de nuvens, percorríamos vales e saltávamos no vazio, mas o dragão era a tarefa mais difícil.

Na vida as coisas não são assim tão lineares, mas de facto temos vários dragões ao longo da nossa existência, maiores ou mais pequenos, de diferentes tamanhos, formas e cores, que apresentam os seus desafios particulares, e a cada “dragão” que conseguimos superar, ou cada grande bloco de desafios que conseguimos superar, atingimos o que chamo de “plateau” ou patamar de consciência ou evolução pessoal.

Os desafios podem ser vários: profissionais, pessoais, relacionais, familiares, saúde, o que seja. Podem representar pessoas, estados de humor, formas de funcionamento e de pensamento, estados físicos, fobias, medos, etc. É tudo aquilo que para nós representa uma dificuldade, um limite, um bloqueio. Eu acredito que todas as formas de terapia possam ajudar, seja psicologia, hipnoterapia, meditação, mindfulness, reiki, exercício físico, ou outras, principalmente se forem utilizadas conjuntamente ou de forma complementar.

Aqui, mais que tudo, importa força de vontade e convicção (convicção é a palavra a frisar). Convicção de que se pode ultrapassar o problema, seja ele qual for. Acreditar que é possível, acreditar que se consegue. Não consigo colocar por palavras o necessário que é a força do pensamento e da crença: “Eu sou capaz. Eu vou ser capaz. Isto é possível.”. Quando se tem esse pensamento, não há dragões, vales, montanhas ou mares que nos possam demover ou derrotar.

E aí, depois do dragão “chacinado”, vencido ou derrotado, minha gente, o céu é o limite para vocês. Força a todos e todas aquelas que lutam diariamente com os seus dragões. Procurem ajuda para motivação, força, ferramentas, estratégias e recursos porque vão precisar. Todos precisamos. Depois pode repousar-se durante uns tempos num vale de conquista e celebração, de reagrupar esforços e descansar pacificamente. Novas batalhas sempre se avizinharão, mas desta vez, com outra estrutura e resistência, sabedoria e conhecimento.

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