Espectro da felicidade

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O que mais pergunto às pessoas é o que elas precisam ou procuram. As respostas que mais oiço são: “Quero ser feliz! Ou então: “Quero paz interior”. Eu própria, toda a vida, quando via uma estrela cadente ou me pediam para fazer um desejo, sempre pensava para mim mesma que resposta poderia ser mais abrangente, então pedia ao universo: “Quero ser feliz”.

Não é assim tão fácil… Mas percebo agora que o “ser feliz” é uma construção, não um estado. Comparo a felicidade a um espectro que passa por altos e baixos, “ondas”, algo mutável e inconstante, tal como são todas as nossas emoções. As emoções são estados transitórios, como tal, também elas voláteis, como marés por vezes, outras como um candeeiro lava, com aquelas bolas a subir e a descer, mais ou menos rapidamente, maiores ou mais pequenas, cada uma com a sua cor e intensidade.

Como se constrói a felicidade? Vai-se construindo… Dia após dia, alias, a cada dia, a cada decisão, atitude, enfrentamento ou afastamento do que nos causa mal, a cada acto de autocuidado e autorespeito, a cada sentimento que nos permitimos sentir por nós: merecimento, perdão, estima, aceitação, compreensão, etc.

A felicidade também se constrói em momentos com os amigos, socialização, coisas que gostamos de fazer, hábitos saudáveis como exercício físico, alimentação equilibrada e diversificada; ir a sítios novos, viajar, tudo o que nos dê prazer enfim, bem como pensamentos altruístas ou elevados, sobre nós, a vida, o mundo e os outros.

Pensamentos elevados é o segredo. Quem tem pensamentos elevados não pode estar infeliz. Pode sentir-se triste momentaneamente, mas se acreditarmos que o melhor está para vir, que vamos conseguir superar o que for preciso, que temos os recursos, as capacidades e estamos no caminho de algo bom e algo que podemos construir, o espectro da felicidade pode até ter altos e baixos, mas sempre conseguimos picos: picos de concretização de objetivos, de superação de desafios, de aceitação de aspectos nossos e da nossa realidade. Picos de felicidade. E esses podem ser cada vez mais frequentes ou regulares. E isso, para mim, já é ser (suficientemente) feliz.

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