A pele que nos reveste

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Todos os dias a usamos, a hidratamos ou não, cuidamos dela ou não. O que é certo é que é o maior órgão do corpo. E nela carregamos as marcas de quem somos. A idade que temos. Os traumas que possamos ter tido. As cicatrizes, as rugas, os sinais. A cor da nossa identidade e estado emocional. A saúde do nosso corpo.

A pele representa a barreira entre nós, o nosso interior, e o mundo exterior. Debaixo dela uma complexidade de funções e estruturas: os músculos, ossos e órgãos. A pele é a primeira linha de defesa do nosso corpo em relação ao mundo exterior.

E quando essa pela é afectada? Eczemas, urticária, psoríase, lúpus, vitiligo, acne, rosácea e uma miríade de afectações cutâneas. Quando estamos envergonhados ou excitados o calor sobe-nos ao rosto, e a outras partes do corpo também. Quando temos calor ou frio, há manifestações da pele: suor ou calafrios. Quando nos queimamos ou picamos nalgum sítio, a pele dá o alerta de um sinal de perigo.

Mas quando a pele dá sinais de alerta quando as causas não são físicas?

A irritabilidade, zanga, ressentimento, ódio, culpa e tristeza prolongada são algumas das emoções que interferem na nossa saúde física. E quem diz pele, pode dizer uma série de outras estruturas que podem ficar “danificadas” pela frequência energética de cada uma dessas emoções. As emoções têm “frequências”, o nosso organismo é como uma complexa orquestra que funciona sob um determinado timbre, ou vibração, de acordo com o que estamos a sentir ou a pensar (uma coisa influencia a outra).

Esse timbre, quando prolongado no tempo, ou mantido consistentemente, influencia o funcionamento do nosso corpo. A mente a influenciar o corpo. Sabemos disso agora. Essa frequência pode ser a causadora de cancros, problemas cutâneos, inflamações nas articulações (fibromialgia), obstipação, alergias, arritmias e hipertensão, para mencionar alguns exemplos.

Essa frequência muda a vibração natural da célula. A Física Quântica começa a estudar e entender melhor estas correlações. Quando a célula vibra a uma frequência diferente daquela originalmente programada (o funcionamento normal e saudável da célula), a saúde muda. A proliferação ou multiplicação celular sofre alterações e, às vezes, mutações patológicas. Muitas delas são herdadas é verdade, mas podem ser precipitadas pelo funcionamento mental, para além dos nossos hábitos de vida (alimentação, praticar ou não alguma forma de exercício físico, consumo de álcool e tabagismo, por exemplo) e factores ambientais, como poluição.

Irritabilidade traz coceira, urticária. Zanga ou ódio trazem vermelhidão na zona do peito/pescoço. Rancor e ressentimento fazem as veias ficarem salientes. As emoções afectam a nossa parte física. O ramo da psicossomática estuda isso mesmo. Pessoas hipocondríacas reagem aos sintomas da ansiedade como se de algo grave se tratasse no seu cérebro ou corpo. Quantas pessoas vão parar ao hospital com sintomas de um ataque de pânico?

Penso que cada vez mais se faz necessário uma educação psicoemocional ao cidadão comum mas também à comunidade médica. Estas questões são trasnversais a todas as pessoas. Todo o ser humano tem emoções e sofre com elas. A perspectiva médica tem de mudar e não mandar estas pessoas de volta para a sua vida normal com a indicação de ansiolíticos ou antidepressores após um ataque de pânico, ou em casos de depressão, luto ou trauma.

Não precisamos, só, de cuidar da pele, ou da nossa aparência. Precisamos cuidar do nosso interior. Fazer o que chamo de higiene emocional diária. Da mesma forma que fazemos a higiene física. Daí a psicologia e outras formas de terapia. Para alguém nos ajudar a fazer exactamente isso: cuidar do nosso interior. Sejamos jardineiros e jardineiras da nossa saúde psicológica (das nossas células) para que ela possa apresentar os mais belos frutos e flores e, com isso, a radiância da nossa aparência, de dentro para fora.

2 thoughts on “A pele que nos reveste

  1. Considerei este texto muito pertinente! Por acaso, ainda hoje dei por mim a pensar nisto. 🙂 O mundo precisa, mesmo, de começar a olhar para a relação das emoções com a saúde de maneira mais íntegra. Já vai sendo tempo do sistema de saúde se atualizar.

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