Não há erros

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Não há erros, não há fracassos, não há errar. Há percepções sobre as situações, há avanços e retrocessos mas também pausas. Há lições e aprendizagens, há limites e há níveis de consciência, discernimento ou entendimento. Há patamares de desenvolvimento, crescimento e maturidade. Há formas de ver, de sentir e de agir. Há deslizes, esquecimentos, medos, insegurança. Há aquilo que conseguimos ou não fazer. Dizer ou não dizer. Há aquilo que conseguimos e aquilo que não conseguimos.

Temos uma capacidade limitada no que toca a formas de pensar, de agir ou sentir. E porque digo limitada? Porque estamos dentro deste corpo, desta mente, destes limites físicos. Temos uma programação limitada às nossas aprendizagens e formas de interpretar a vida, de acordo com as nossas experiências, nível de consciência e de inteligência nas suas várias modalidades e nas várias alturas da nossa vida. Só conseguimos ser, a cada momento, de determinada forma. Como nos recriminar de como fomos em crianças? Ou em adolescentes ou há 5 anos atrás? Não há sentido nisso.

A minha máxima, como já vão começando a saber, é “fazemos o melhor que podemos em cada momento”, e isto direcciona a minha vida tal lamparina no meio da escuridão. Não nos devemos permitir criticar, julgar ou condenar as pessoas que fomos nas várias fases ou idades da nossa vida, porque existe o crescimento contínuo. Somos limitados a cada momento com as capacidades que temos em cada momento, mas somos ilimitados (quase) na possibilidade de crescimento, expansão de consciência e aprendizagem. Isto deixa-me tão, mas tão, em paz. A vocês não?

Podemos ser a cada momento o que é possível ser, fazer, pensar, sentir… A cada momento. Porque amanhã somos outros, aprendemos as nossas lições a cada dia. Cada dia é uma tábua em branco, onde construímos o nosso barro da vida sobre o barro ou construção de ontem. Nunca recomeçamos no vazio, mas em branco. Faz sentido? Todos os dias são uma folha em branco, que permite rasuras, rabiscos, linhas rectas e linhas tortas, desenhos e ensaios.

A vida, para mim, toda ela é um ensaio, uma peça, um jogo. Vamos experimentando vários papéis e personagens ao longo da vida. Somos várias pessoas, com várias personalidades ao longo da vida, com várias possibilidades de encenação, capítulos e cenas. Podemos reinventar-nos a cada dia, também defendo isso. Não mudar radicalmente de personalidade, isso não é possível, mas fazer diferente. Pensar diferente, trabalhar o nosso potencial, direccionar o nosso caminho a cada dia, mudar de direcção, de ideias, perspectivas, formas de ver. Sermos mais abrangentes, ilimitados na forma de conceber a vida, a nós mesmos, os outros. Sermos quase como uma esfera, com visão a 360º, sermos um todo organizado, coerente, completo, pleno, integrado.

A mente como uma esfera, que consegue olhar em múltiplas direcções, ver as várias nuances da vida, ser introspectiva, sábia, serena, contemplativa. Sermos assim, com essas qualidades, que se treinam, que se trabalham, que se adquirem ou redescobrem. Temos em nós potenciais incríveis que precisam ser descobertos e treinados, recuperados e postos em prática. Todos temos, todos somos suficientes e competentes naquilo que precisamos ser. Se não o estamos a conseguir, há um trabalho a ser feito, todos somos barro. Todos somos moldáveis, por isso todos podemos conseguir ser o que precisamos ser.

 

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