Níveis de mestria pessoal

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Esses níveis são conquistados com o nosso trabalho, autoconhecimento e autodesenvolvimento. Fazendo terapias, experimentado coisas novas, saindo da zona de conforto, desafiando-se.

Os níveis de mestria pessoal são vários e fazem parte do nosso crescimento e constante desenvolvimento e maturação, não só das nossas estruturas físicas e psíquicas, mas à luz da experiência e conhecimento que vamos adquirindo ao longo dos anos (maturidade).

Podemos aprender bastante com exemplos, gurus, autores, líderes, etc., mas o caminho da mestria pessoal dá-se de forma solitária, passado um determinado patamar (que temos vários). Eu costumo falar neste processo como quem sobe uma escada, uma escada que não tem fim, composta de vários patamares de pausa, ou descanso, para apreciação da jornada.

Porque é uma jornada esta viagem de crescimento pessoal, feita de altos e baixos, bons e maus momentos. Muitas vezes, quando julgamos que chegámos a bom porto, foi apenas um destes patamares transitórios de descanso, para novamente mergulharmos noutro desafio ou fase de crescimento.

Estas fases podem ser mais ou menos prolongadas. Há ciclos de várias fases. Há ciclos de uma só fase com vários mini ciclos dentro. Morte e renascimento. Como a cobra que larga a pele, sai de um molde antigo e cria um novo. Frágil ou vulnerável ao princípio, mas que se vai adensando ou tornando-se mais e mais rígido, tal couraça.

Tantas vezes temos de largar essa pele ou couraça… Tantas vezes ela nos deixa de servir. It’s a never ending story… Somos seres volúveis, volúveis nas nossas emoções, pensamentos e decisões também, por vezes. Mudamos de direcção várias vezes, idealizamos várias coisas e tanta coisa nos vai acontecendo contra a nossa vontade, mais vezes do que a favor da nossa vontade, se for preciso.

Desafios, pedras na calçada, buracos negros, dificuldades, pedras no sapato, sapos engolidos. Tantas vezes somos postos à prova e tantas vezes sucumbimos ao peso de quem conseguimos ser no momento. Tão incapazes, por vezes. Tão frágeis, tão presos. E vamos, vamos caminhando, vamos perseverando, tal ervinha que lá vai aguentando o inverno, as intempéries ou o verão abrasador.

Mas essa ervinha pode vir a ser flor, arbusto ou árvore gigante. Essa árvore pode ter raízes fortes, um tronco sólido e ramos a tocar no céu. Essa árvore balança mas não quebra, mesmo se os ventos forem fortes. Essa árvore resiste a tudo, a todas as estações, porque elas são necessárias e mais, elas vão acontecer, inevitavelmente.

Então eu digo, não desistam. Perseverem. Persistam. O inverno sempre tem fim, a primavera sempre chega. E a alvorada da alma sempre acontece, quando, por fim, chegam a um estado que sempre imaginaram ou ambicionaram, um patamar amplo e aconchegado, onde podem optar por continuar ou ficar ali mesmo.

A vida é um ciclo sem fim. Percorra os vários patamares possíveis, vai valer a pena.

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