As bases para a mudança

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Para a mudança ocorrer precisam de acontecer duas coisas: a pessoa querer verdadeiramente mudar e, em seguida, querer fazer por isso. Não basta a consciência de que é necessária uma mudança, essa sim é a base da mudança: a consciência de que algo está mal. Depois, a vontade: “eu quero/preciso mudar”. Em seguida, a iniciativa, ou acção: “eu vou mudar/vou fazer algo a respeito”.

  1. Consciência
  2. Vontade
  3. Iniciativa

Não se muda alguém que não quer ou não tem noção de que poderia beneficiar dessa mudança (consciência). Há pessoas que rejeitam a mudança ou negam a necessidade de mudar. São pessoas resistentes e cuja estrutura de personalidade é rígida ou inflexível. Há também perfis mais narcisistas que colocam a culpa no outro, não aceitam a crítica (interna ou externa) ou não se permitem assumir a necessidade de mudança.

Há pessoas para quem a mudança é mais fácil do que para outras, há determinados perfis de personalidade que sim. Se bem que a mudança custa sempre alguma coisa a toda a gente. Há sempre o desconhecido, o não saber fazer diferente ou o medo de errar. Há também o vício ou a rotina, tantas coisas que nos dificultam, ou impedem, de fazer diferente. Sentir diferente ou pensar diferente.

A mudança custa, é difícil. Podemos estar preparados para ela ou não. Ela ser imposta ou desejada. A mudança implica sair da zona de conforto, entrar na zona do medo ou do desconhecido, passar depois para a zona de aprendizagem e só depois para a fase da concretização ou consolidação. Todos estes estágios precisam ocorrer. Todos somos aprendizes da vida, todos falhamos, erramos ou nos desviamos dos nossos propósitos originais. Todos temos dúvidas, inseguranças, fragilidades. Mas todos podemos mudar.

Então, na mudança precisa haver introspecção, insight ou consciência crítica dos nossos limites, falhas, erros ou padrões. Sejam eles mentais, emocionais ou comportamentais. Se bem que todos eles acabam por estar interligados, e uns são consequência dos outros. Precisamos estar atentos, sermos observadores conscientes dos nossos processos internos, o que nos motiva, o que nos limita, o que nos prende. Depois, há que fazer uma análise, perceber os “porquês”, de onde vêm os nossos padrões ou limitações.

A seguir a isto, eu gosto pessoalmente de traçar metas ou objectivos, aspectos que quero melhorar. Até podemos fazer listas daquilo que desejamos mudar e listas daquilo que pretendemos atingir. A todos os níveis: como nos queremos sentir, como queremos ser e agir. Fazer o figurino, visualizá-lo e projectá-lo no futuro. Nas minhas sessões gosto de fazer este exercício: o Eu Ideal. Vale muito a pena. Depois, acção minha gente. Procurar ajuda, se for preciso. Terapias, cursos, workshops, livros de auto-ajuda, opinião de amigos, falar sobre o assunto.

E aqui temos as várias fases que a mudança requer. Pensar, decidir e agir. Sermos práticos, concisos, directos. Mas a mudança não se dá da noite para o dia, temos que preservar, ser diligentes, persistentes. Velhos hábitos custam a morrer, novo hábitos levam tempo a cultivar-se e a manter-se. Mas vai valer muito a pena. A mudança desejada é deliciosa uma vez que se alcança.

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