Potenciais futuros

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Existe sempre algo que nos falta viver. A vida é um bilhete que recebemos ao nascer, um bilhete para participar de um jogo ou de umas férias, com tudo a que temos direito. Momentos felizes, diversão, convívio, amor, paixão, conquistas, mas também infortúnios, perdas, dificuldades, desafios, etc.

Eu acredito sempre que o melhor está por vir. Tudo são fases e ciclos, tudo são acontecimentos e tudo se transforma em memória, e para além de tudo isso, tudo é potencial. Para quem pensa em desistir do jogo da vida: não tem curiosidade para ver o que vem a seguir? Aquilo que é possível conseguir, mudar? Merece a reflexão…

Muitas vidas não são nada fáceis, estão repletas de desafios, limitações e contrariedades. Muitas pessoas têm traços ou características como negativismo, pessimismo, crítica interior, comparação, insegurança ou medo que as limitam de ver em perspectiva, de idealizar ou contemplar outras possibilidades.

A nossa mente é limitada, tem vícios, é orgulhosa e venenosa por vezes, tóxica. Alimenta-se de pensamentos negativos, julgamento, orgulho e estereótipos. É crítica contra si mesma mas não contra os pensamentos que produz. São válidos? São verdadeiros? São actuais? E deixa-se levar por uma correnteza de ruminações e divagações autodepreciativas.

A nossa mente mantém-nos à mercê de nós mesmos, reféns de nós mesmos, às margens de quem podemos ser. Mas existe mais, existe um potencial oculto, ou vários, de acordo com os nossos sonhos e ambições, os nossos dons e potenciais. Todos temos em nós mundos por descobrir e desafiar. Mas com os tais “medos”, traumas ou limitações autoimpostas, os tais pensamentos negativos de “eu não sou capaz/suficiente”, barramos completamente o caminho da concretização dos nossos sonhos e potenciais.

O que entendo como potenciais são todas as possibilidades que existem para uma determinada pessoa num dado momento. “Se o conseguirmos imaginar, conseguimos sê-lo”, é o que costumo dizer sempre. As pessoas mais bem sucedidas são aquelas que criaram imagens bem claras de onde queriam chegar, quem queriam ser e como, como se querem sentir e o que querem ter. Sem isso não há objectivos de vida. Há que ter clareza no que se quer, discernimento.

Todos querem ser ricos, bonitos, elegantes e felizes. Mas há que traçar o caminho, delinear metas e objectivos, realistas e progressivos. Ir decidindo a cada momento aquilo que se pode ser. Não podemos pular etapas, tem de ser conquistado. Há vários caminhos possíveis para nós, de acordo com o nosso potencial, nível de inteligência, competências, temperamento, etc. E com esse conjunto de características, há várias possibilidades. Há que explorá-las e conquistá-las.

Todos podemos ir muito longe com o que nos foi dado, temos é de “escavar”, por vezes, que património é esse que temos e de que forma o podemos potenciar e transformar em um caminho de conquistas e felicidade. Daí o trabalho de autoconhecimento e autodesenvolvimento ser de extrema importância. Conhecendo os limites e os potenciais, pode esculpir-se uma bonita vida que vamos gostar de viver, com tudo aquilo a que temos direito.

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