Verticalidade

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Um tema que gosto de treinar e trabalhar nas minhas consultas é a noção de “verticalidade”. Uma sensação ou ideia que posso descrever como a conexão a um estado ou alinhamento vertical que nos reequilibra e recentra. Que nos traz ao presente e até nós, numa ligação com o todo ou tudo o que é.  Um alinhamento entre nós, o universo e a terra. Nós como uma partícula ou elemento, tal árvore cósmica e individual. O nosso próprio espectro de existência.

Tal como uma linha, que alinha a nossa coluna vertebral, puxa pelo topo da cabeça, como quem toca no tecto, e puxa para baixo, pela base da coluna até ao centro da terra, um centro cristalino ou magma líquido. Do nosso centro para baixo ligamo-nos à terra, energia ancestral, energia terrena, ao nosso propósito ou missão, aceitando-o, seja ele qual for. Do nosso centro para cima ligamo-nos ao universo, plano espiritual ou sabedoria superior, intuitiva, plano da alma e hierarquia espiritual.

Passando pelo nosso corpo, essa linha liga todos os nossos chacras ou centros de energia. Alinha-os, e nós podemos ser um todo inteiro, organizado, no aqui-agora. A horizontalidade é tudo aquilo que nos distrai: os outros, o tempo, as rotinas, as preocupações, o jogo mental e emocional. Na verticalidade somos apenas percorridos por energia, sem pensamento ou emoção. Somos o que somos sem querer ser mais do que aquilo que somos naquele momento. É um estado de presença (e de graça).

Quando nos conseguimos concentrar ou focar, ficando nesse alinhamento, conseguimos recentrar a nossa vida e estado emocional. Ser o olho do furacão, mesmo se tudo estiver a desabar lá fora. O que quer dizer que, independentemente do que esteja a viver ou acontecer na sua vida, naquele momento pode simplesmente ser e simplesmente estar. Ser simplesmente. Estar simplesmente. Nesse raio mental ou alinhamento, pode ver tudo com maior clareza, discernimento ou distanciamento. Não é as situações, as dúvidas, os medos ou as preocupações. Ocupa um lugar único na criação, no palco da sua existência.

Nesse estado podemos ver em todas as direcções, de cima. É um estado que se treina através de actividades meditativas, auto hipnose, reiki, mindfulness ou outras práticas de enraizamento, relaxamento, etc. Quando nos sobre identificamos com a matéria, somos horizontalidade. Dispersamo-nos, descentramo-nos e damos energia a tudo o que, por vezes, é desnecessário. Ruminamos mentalmente sobre demasiada informação, lixo mental e subprodutos da mente. Emoções em massa são produzidas, tal consumismo da era moderna.

O treino do alinhamento é pessoal, único e devia ser instalado, utilizado e praticado, para sociedades mais alinhadas, indivíduos mais presentes e coerentes, pacificados com a própria essência. O alinhamento desta forma é curativo, indutor de paz, harmonizador e complacente. Sejamos inteiros, plenos e equilibrados. Sejamos verticais, com o que a verticalidade obriga. Na própria evolução passamos de caminhar sobre quatro apoios para caminhar verticalmente. A evolução faz-se para cima, verticalmente.

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