O mês de dezembro

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O mês de dezembro é um mês especial. Encerra em si vários potenciais ou ideais: a família e o futuro. Na virada do ano, há quem faça anos, somando ao, por vezes, forçado ajuntamento de Natal, e ao contemplar o que se fez ao longo do ano, revendo conquistas (ou não) e projectando-se no novo ano. E isso pode trazer alegria e felicidade, ou, pelo contrário, frustração, tristeza ou desilusão.

Para muitas pessoas, esta altura é o terror. Há famílias que não têm um funcionamento caloroso ou harmonioso. Há casas e pessoas pouco acolhedoras, famílias ou elementos com os quais podemos não nos identificar, famílias separadas, pessoas separadas, e tem de se cumprir a tradição, senão o mundo colapsava. Prendas obrigatórias que têm de se comprar, nem que seja para o sobrinho-cunhada-afilhado-mãe-namorado-melhor amiga, sei lá.

Há uma certa obrigatoriedade de se viver o Natal. Há os jantares de amigos, de colegas, de trabalho. Há o frenesim das compras, das prendas, das comidas. As ruas estão decoradas, os shoppings cheios, as pessoas cheias de “Boas Festas” nos lábios e na intenção. Bolos rei por todo o lado, azevias, filhós e pais natal.

Peripécias de Natal à parte, que são só dois dias (na verdade, uma noite e metade de um dia), o que ainda traz mais peso (mas menos stress do que o Natal) é mesmo o Novo Ano. Com o fim do ano vem o balanço de tudo o que se fez, conquistou ou deixou de conquistar. Pode vir culpa, recriminação, tristeza, desânimo por isso, ou, por outro lado, alegria, entusiasmo, apreço, autoconfiança e optimismo.

Consoante como correu o ano em termos de trabalho, saúde e relacionamentos, se fizemos o que nos propusemos ou não, se mantivemos o foco ou não, se concretizámos desejos ou aspirações ou não, vai determinar o nosso estado de ânimo nesta época. Se aconteceu, ou fizemos mais do mesmo, vamos ter uma sensação de que ficámos em falta, em falta para nós e para com algum compromisso interior que não honrámos.

Independentemente de como se sentiu, queixo para cima! Todos os dias são uma nova oportunidade de criar expectativas, por favor não tenha medo de as criar para não se desiludir, vale sempre a pena quando insistimos naquilo que queremos, seja uma relação, uma forma diferente de se relacionar consigo, um novo hábito, tornar-se saudável, comer equilibradamente, perder uns quilos, ser feliz. Todos merecemos.

O novo ano vai servir para isso, sacudir o pós dos planos, da tal bucket list, criar objectivos, sejam eles quais forem. Decidir as férias e o que fará nesses dias, seja um passeio, uma viagem algures, tirar um curso, fazer um retiro, ler aqueles livros que tem na prateleira à espera que seja o dia de os ler. Há que criar expectativas, planos, senão o que é o futuro senão um deserto existencial, uma folha em branco ou uma continuidade do que se passou?

Serve para todos, em todos os contextos. Pode preferir que o futuro seja essa página em branco, que na verdade é. Mas também pode lá colocar marcos, milestones, de sítios onde quer chegar em termos de desenvolvimento pessoal, concretizações profissionais ou outras, você escolhe.

Há que ter a visão para lá chegar, aproveitando para trabalhar a sua relação consigo e com os aspectos familiares que não estão tão bem em si, arranjando forma de se conciliar com a família que tem, caso seja necessário. Por isso, que esta altura sirva para, ao menos, isso. Chegar a decisões de melhoria ou alteração de padrões que não lhe trazem satisfação.

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