O equilíbrio

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O equilíbrio é uma sucessão de desequilíbrios que se conseguiram conter ou controlar. Ou mesmo uma série de desequilíbrios que se foram sucedendo mas, a seu tempo, deram lugar ao equilíbrio.

Não há equilíbrio sem alguma forma de desequilíbrio. Mas como chegar lá? Qual a fórmula mágica para se atingir o tão almejado “equilíbrio”? Para já, o que é o equilíbrio afinal?

O equilíbrio pressupões sempre uma forma de bem-estar, de neutralidade, sem excesso de um lado ou de outro. Pressupõe sempre um meio, um centro, um atingir de qualquer coisa. Podemos falar em equilíbrio mental, emocional, físico, alimentar, espiritual, relacional, conjugal, profissional, ou mesmo um equilíbrio em todas estas coisas na nossa vida, como um conjunto ou um todo em “equilíbrio”.

O equilíbrio também pressupõe alguma forma de instabilidade. Por definição, equilíbrio é o “estado de um corpo que se mantém, ainda que solicitado ou impelido por forças opostas”, ou então, referente a “harmonia”. Daí a instabilidade: corpo desafiado por forças opostas. E aqui podemos falar de corpo mental, emocional e físico. Ou até mesmo espiritual, se quiserem.

Como sabemos, não podemos existir neste mundo sem “forças opostas”: desafios, lições ou sem a malfadada dualidade. A dúvida, incerteza, insegurança, medo, e por aí afora. Somos seres duais, de razão e emoção, bom ou mau, ser ou não ser, fazer ou não fazer, certo ou errado.

Mas esse fugidio equilíbrio pode ser alcançado, talvez não diariamente ou constantemente, mas podemos cultivá-lo, se quisermos e estivermos dispostos a isso, na maior parte do tempo. Requer algum esforço, persistência e diligência.

Podemos encontrar esse equilíbrio na forma de nos alimentarmos, na forma de nos relacionarmos com os outros e connosco também, tendo algumas práticas ou rotinas de saúde e bem-estar, alguma forma de exercício físico, mas também alguma forma de práticas de relaxamento, meditação ou trabalho interior de auto descoberta.

O equilíbrio pode durar um momento, pode ser uma sensação ou tornar-se num estado ou certeza, a partir do momento em que aceitarmos, em igualdade de direitos (de existência), o seu irmão bastardo, o desequilíbrio. Um não se dá sem o outro. Quando couber em nós a capacidade de aceitar um e outro, estamos a meio caminho para criar essa verdade, o meio ou o centro, onde todas essas partes (dualidades) podem existir, em equilíbrio.

 

 

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