Cura, integração e totalidade

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Antes de nos sentirmos bem, em equilíbrio e paz interior, precisamos de passar por processos de cura. E não falo de cura física, falo de cura interior, cura emocional e mental. O corpo cura-se com medicação, alimentação e exercício físico, bem como através da mente também, com o poder mental que temos de converter a frequência do pensamento – passar do desânimo para a esperança e crença de que é possível melhorar, introduzir mudanças, conseguir o que queremos, etc.

Esse poder mental ou a força da convicção é o que nos leva a todo o lado, o que nos faz ser bem sucedidos, chegarmos mais além e sentirmo-nos melhor connosco, com a vida e com os outros. O poder da crença tem a capacidade de nos condicionar e a capacidade de nos fazer transcender. Quando acreditamos que somos donos e senhores da nossa cura, da nossa vida e podemos fazer dela o que quisermos, não há nada que nos possa demover.

E a cura também é isso, é podermos navegar nas nossas crenças inconscientes, as crenças limitantes e autosabotadoras, resgatá-las à consciência e reestruturá-las. O melhor mesmo é fazê-lo com a ajuda de terapia, para ser mais fácil e rápido esse processo. Na realidade, podemos passar anos a investigar as nossas crenças, a descobri-las e a tentar modificá-las. Normalmente não acreditamos que elas possam ser mudadas porque acreditámos nelas toda a nossa vida, nem sabemos bem a partir de quando.

Com a hipnoterapia tenho assistido a fenómenos incríveis de lembrança do quando tudo começou, quando estabelecemos “leis mentais” que ditam a nossa conduta e forma de estar e viver as coisas da vida. Convicções que criamos afincadamente para nos salvaguardar da dor, sofrimento, desaprovação, etc. A integração é quando podemos fazer as pazes com tudo o que nos limitou, transformando esses limites em algo mais flexível ou abrangente.

Como se faz isso? Quando nos conhecemos tão bem, quais as nossas limitações, crenças e dificuldades, e começamos a usar isso a nosso favor. Sabendo até onde podemos ir, ou não, o que realmente podemos fazer, ou não. E estando bem com isso – não desejando ser quem não somos, porque seria melhor, mais fácil, ou o que seja. Aceitando-nos incondicionalmente. Reconhecendo as nossas falhas e fragilidades, acolhê-las, falar com elas, compensando com todas as outras coisas boas que temos.

Integração de todas as nossas partes, boas ou más, aceites ou não, as rejeitadas, as tristes, as revoltadas, todas aquelas que nos compõem e integram o nosso mundo. Fazendo um trabalho de acolhimento com elas, transformando-as, ouvindo o que têm a dizer, falando com elas no sentido do aconselhamento, apaziguamento. Esse é o trabalho da criança interior, ou jovem, ou adulta… Todas as partes que fazem parte de nós.

Totalidade é quando começamos a movimentar-nos no mundo com a integração pacificada de todas essas partes. Começamos a agir com sabedoria, consciência, aceitação do que não podemos mudar e do que temos a oferecer ao mundo e como. Totalidade é quando nos sentimos livres e libertos de todos os condicionamentos que nos prenderam até então. Reconhecermo-nos, trabalharmos em nós, até não sobrar parte nenhuma nossa ostracizada.

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