Da minha janela

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Da minha janela vê-se a rua
Onde passa gente
Pessoas a falar, pessoas pensativas, pessoas a discutir, pessoas distraídas
Da minha janela vejo animais a passear
Cães a farejar aqui e ali, a passar determinados
Pássaros a voar de árvore em árvore, uns em bandos, outros sozinhos
Gaivotas a sobrevoar o céu à espera da senhora que leva comida aos gatos.
Na minha janela passam conversas cruzadas e eu vejo o céu
Carros, árvores, os contentores do lixo e da reciclagem
Da minha janela contemplo o fora
O mundo exterior
O bulício das pessoas, do mundo
A azáfama e o corre-corre do dia-a-dia
Vejo as mentes a pensar
Vejo os olhos perdidos nas pedras da calçada ou a contemplar o nada
Vejo a agitação do mundo
A vida a acontecer e a fenecer a cada momento
As estações a acontecer como aqueles lapsos de tempo em que no céu passa o dia, a noite, o sol e a chuva.
A minha janela é aquilo que separa o dentro e o fora
A minha mente da rua
Nessa janela vejo o lá fora e sinto o dentro
Faço a comparação
E paro… sinto a mina respiração
Observo os meus pensamentos
Vejo o que sou eu e aquilo que não sou
A minha janela sou eu
Uma moldura de sensações, pensamentos e emoções
Por onde a vida passa, a vida acontece
A minha janela é o meu próprio limite
Que pode ser maior ou mais pequeno consoante o que observo e penso
Na minha janela cabe tudo, um pequeno grande mundo
Dentro dela sou o que sou
É a minha casa onde posso ser
Fora dela…
Há um mundo em eterna mutação onde explorar e participar

Identificar-se ou não.

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