“Quem sou eu?”

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Esta eterna questão… Quem sou eu e o que faço aqui. Qual o propósito e qual a missão. Qual o meu plano divino. Que ser é este que me habita. O que quero e o que não quero. O que gosto e o que não gosto. O que aceito e o que não aceito. O que acredito e o que não acredito. No fundo, qual a minha verdade? Qual a minha essência? Como chegar a ela?

Habitam-nos tantos pensamentos e emoções, tantos desejos e expectativas, que custamos a dar com o caminho até nós. Tantas são as coisas que nos “atravancam” a visão, o contacto connosco, com as nossas reais necessidades. Tantas são as exigências, preocupações, ocupações e afazeres. Estamos tão pouco connosco, ou em nós, verdadeiramente. E é isso que falta.

Quem sou eu, é uma pergunta verdadeiramente complexa. Podemos responder a essa questão de variadíssimas formas, e mesmo assim, ficaria sempre tanto por dizer. No fundo, somos um ser vivo neste planeta, com gostos, necessidades e personalidades distintas. Somos um todo desorganizado, de certa forma, com tantas incongruências, dilemas e partes separadas e em guerra entre si, muitas das vezes.

E que partes são essas que falo? Todas as partes que nos habitam e que são nossas. Acredito que somos volúveis, em constante transformação e movimento. É difícil definir um ser assim… Porque não há uma estrutura fixa e permanente, que não tenha a possibilidade de mudar ou transformar-se. A verdadeira pergunta deveria ser: quem sou eu agora? O que quero? O que preciso? O que me faz falta agora?

Não somos estanques nem temos barreiras fixas. Ainda que tenhamos, elas são amovíveis. Tantas coisas nos podem tocar e modificar… A vida é uma teia complexa de acontecimentos e ligações. Nessas ligações, transformamo-nos e somos transformados. Mudamos de ideias, de ideais, de perspectiva e de sentimento.

Quem sou eu?

Sou um ser em eterna mutação, evolução e crescimento. Sou massa e sou éter. Sou razão e emoção. E tanta coisa cabe nessa definição… Tenho sangue e tenho veias. Tenho um coração a palpitar. Tenho pensamentos de sobra, tenho sentimentos e emoções que vão e vêm. Tenho aspirações e ideais. Fantasias e magia no olhar. Tenho estrelas e cometas no cabelo. Há toda uma constelação de sentidos na minha pele e no meu corpo. Há um frenesim de células e movimentos orgânicos. Há necessidades e instintos e há uma alma eterna sempre à espreita.

E se tudo isto (e muito mais) não define um ser humano, o que define?

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