O pensamento e a lei da atracção

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Existe uma cultura do medo, actualmente, representada pela convicção de que “se pensares, atrais”. Uma espécie de pensamento mágico, baseado na lei da atracção. Tudo o que pensamos se manifesta. Ora de todas as vezes que joguei no euromilhões, eu ia convencida que me podia sair a mim. Até hoje nunca me saiu. Muitas ocasiões acreditei piamente que determinada coisa ia acontecer, mas nunca aconteceu. Mas estou a falar, ou a pensar, em coisas positivas.

Quando falo em “cultura do medo”, falo de superstição: “cuidado, se tens medo de vires a ter determinada doença, estás a atrair isso para a tua vida!”. Já me brindaram com esse género de pérolas algumas vezes. Ora pense comigo, de todos os cenários catastróficos que confabula diariamente, algum deles realmente aconteceu? Principalmente se é uma pessoa ansiosa ou pessimista.

Milhares de pensamentos negativos ocorrem diariamente numa mente pessimista. Esses milhares de pensamentos não vão, magicamente, tornar-se realidade de seguida, só porque a pessoa pensou. E a pessoa pode, verdadeiramente, acreditar na possibilidade desses cenários (e normalmente acredita mesmo).

O pessimismo leva a pessoa a evitar muitas situações que poderiam até ser muito benéficas para ela. O evitamento evita isso mesmo, crescimento, evolução e superação. O evitamento leva a evitar a própria felicidade, evitar a alegria, a espontaneidade, a naturalidade das coisas, das circunstâncias e relacionamentos.

O pessimismo, o evitamento, leva a tristeza, baixa auto estima, dúvida, incerteza, insegurança e desmotivação. Mas o que tudo isto tem a ver com alguma coisa? Existe o pessimismo e existe a superstição. São coisas diferentes. A superstição é acreditar em determinada coisa que não tem razão de ser, como acreditar que passar debaixo de um escadote dá não sei quantos anos de azar.

E como é que tudo isto se relaciona com o conceito da lei da atracção? Que o pensamento mágico, só por si, não cria nada. Não faz nada acontecer. Só pedirmos e ficarmos à espera, ou pensarmos e acontecer, não funciona assim. Não é assim tão directo. Ou seja, é mais complexo ou tem mais pozinhos de perlimpimpim do que esta ideia que se vende por aí. Esta ideia é demasiadamente simplista para uma mente inteligente acreditar nela, daí assemelhar-se mais a superstição.

O pensamento produz, de facto, condições poderosas. O nosso estado físico ou orgânico é determinado pelos nossos pensamentos, bem como pelo meio ambiente e aquilo que consumimos. O que consumimos pode ser: alimentos, bebidas, o que lemos, o que ouvimos, sentimos, e o que pensamos também. Somos consumidores diários de pensamentos e emoções. A frequência desses pensamentos e emoções determina a química do nosso corpo, do funcionamento celular.

Neurónios são células, hormonas são substâncias produzidas por centros especializados de células, que são os órgãos. Todos esses órgãos, estruturas ou sistemas orgânicos, tem um estado ideal para funcionar bem. E esse estado ideal é conseguido com uma dieta de produtos frescos, orgânicos, da época, como verduras, frutas, água, e todos os ingredientes, actividades ou condições que favorecem um corpo saudável. Para além disso, temos responsabilidade também, pelo ambiente mental e emocional que damos ao nosso corpo.

Como tal, alimentando-o de pensamentos empoderadores, capacitadores, fortalecedores e de crenças positivas, facilitamos um estado neuronal, ou mental, de elevada eficiência e positividade. Trabalhando as emoções, limpando o corpo de dor, processando as emoções ou pensamentos tóxicos que habitam em nós, podemos purificar o nosso corpo, melhorar o seu funcionamento e optimizá-lo até. Considerando que somos corpo físico, mental e emocional, todos eles estão interligados.

Ora se quer ser saudável integralmente já sabe o que tem de fazer. Para conseguir conquistar algo na vida, igual: acreditar, ir em frente e tentar a sorte, arriscar-se. Se não quer ficar doente, precisa descansar, fazer trabalho interior, comer bem, exercitar-se. E no meio disto tudo, espero ter passado a mensagem. Entretanto recomendo o documentário “Heal” para perceberem melhor o que quero dizer.

 

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