Eu terapeuta (eu profissional)

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Não cheguei até aqui facilmente. Não foi só tirar o curso e pronto, somos profissionais da área. Precisamos percorrer um caminho enquanto estudantes, da matéria e da vida, de experiências pessoais e com as pessoas que nos procuram. Precisamos aprender, ler, reflectir, ouvir outros, pedir opinião, fazer trabalho pessoal de autodescoberta e auto aperfeiçoamento.

O ser terapeuta, ou ser profissional de uma área que escolhemos como o nosso propósito ou a nossa missão, quando esse papel é responsabilidade apenas nossa, e temos de dar a cara por ele – seja ser terapeuta, músico, escritor, cantor, decorador, consultor, ou o que seja – requer de nós confiança, segurança, disponibilidade, aceitação e trabalho contínuo.

Há coisas que não vão fazer por nós. Somos os nossos gestores, os nossos patrocinadores, os nossos agentes publicitários, somos assistentes e administrativos, somos consultores de autoimagem, decoradores, e todas as funções relativas a um negócio de uma pessoa só.

Somos também um ser humano com dúvidas, incertezas e inseguranças que têm de ser trabalhadas, bem como uma vida própria com os seus desafios, tal como qualquer outra pessoa. Como tal, temos de ser terapeutas de nós próprios também, conselheiros e amigos.

O meu eu terapeuta tem vindo a crescer. Ao princípio tinha receio e vergonha de emergir, de se assumir como tal. Tinha dúvidas como: será que vou ser bom? Será que as pessoas vão gostar do meu trabalho? Será que vou conseguir ajudar as pessoas? Será que o que eu sei é suficiente? Será que saberei o que fazer em todos os casos? E tantas outras questões.

Nem sempre vamos poder ajudar toda a gente. Nem todas as pessoas se vão identificar connosco, com o nosso trabalho ou a nossa forma de trabalhar. Temos de ser, também, gestores de expectativas – nossas e dos outros. Muitas vezes a nossa melhor vontade não é suficiente. Muitas vezes temos desafios, temos becos sem saída e temos de gerir as nossas frustrações, as nossas emoções reactivas ao que nos dizem, ao que nos fazem sentir.

Somos também vulnerabilidade, crítica e julgamento, e temos de trabalhar isso em nós continuamente. Temos de ser imparciais e neutros, é essa a nossa responsabilidade. Silenciar vozes críticas em nós, que personificam as nossas próprias experiências e opiniões pessoais.

Isto tudo para dizer, que todas as barreiras que possa ter relativas principalmente à questão do “será que serei capaz?”, medo da crítica dos outros e da opinião de terceiros, eu digo: vá, com ou sem medo, mas vá. A couraça da certeza de que faz o melhor que sabe e isso tem de bastar, e que tudo o resto pode ir trabalhando, em si, nas suas competências, forças e fraquezas, vai criando raízes que a irão suportar em todos os momentos.

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