Responsabilidade emocional

balloon-1046693_960_720

Já falei sobre este assunto por aqui? Não? Então é urgente. Falo muito deste conceito e acho-o fundamental nos relacionamentos e em relação a nós mesmos. Somos responsáveis pelo quê mesmo? Por nós. Pelos nossos sentimentos, pelas nossas emoções, acções, palavras, comportamentos e decisões. Como isso afecta o outro é outra história.

Se formos muito impulsivos ou agressivos, ou inactivos em situações que é necessária a nossa participação, podemos estar a interferir negativamente com o espaço e a liberdade do outro. Se formos assertivos, amorosos, compreensivos, benevolentes e gentis, e tudo o que fizermos for em prol de um bem maior, ainda que esse bem seja relativo a nós e ao nosso direito de sermos livres, autónomos e felizes, as nossas acções são justificadas mesmo que em contrário do que a outra pessoa possa desejar.

Nem sempre vamos poder agradar toda a gente, nem sempre vão concordar connosco ou aceitar as nossas decisões. Mas pense: é fundamental para mim eu tomar esta decisão? É importante para mim? Fará com que eu cresça e tenha a possibilidade de ser feliz? Então, contra tudo e contra todos, se for preciso, vá e conquiste o seu lugar ao sol.

Há quem vá acusar isso de egoísmo, mas fazer o que é bom para os outros pode ser considerado, no máximo, altruísmo. Uma pessoa ter a obrigação ou o dever em manter-se numa situação que não deseja e que consome os seus recursos naturais de energia, saúde e bem estar para fazer outra pessoa feliz? É egoísmo da parte de quem?

Altruísmo, ou solidariedade, é quando decidimos ajudar o próximo, fazer o bem. Manter-se numa situação indesejada pelo bem dos outros ou conforto dos outros é tortura e violência psicológica. Não vivemos mais na idade média, não precisamos fazer o “que é certo” por convenção social, cultural ou familiar. Temos o dom do livre arbítrio, somos todos livres até ao momento em que podemos decidir por nós ou por outros a nosso cargo. Tudo o resto são opiniões, desejos, projecções e expectativas dos outros.

Você é responsável, sim, pela sua felicidade. Por fazer o que pode e que consegue em cada situação. É responsável por outros a partir do momento em que tem filhos ou pessoas a seu cargo, e mesmo assim, foi ou deveria ser sua responsabilidade escolher se quer, pode, consegue ou não ter outros a seu cargo (familiares em situações de dependência ou velhice, por exemplo).

Como tal, decida o que a sua alma grita por fazer, viver e sentir. Há sempre aquela voz dentro de nós que nos diz o que que deveríamos estar a fazer, por onde deveríamos seguir, o que é importante que façamos. E isso pode envolver, de facto, afastar-se de pessoas, locais, relacionamentos e trabalhos que tenha mantido até então. Boa sorte. Se não consegue fazê-lo sozinho/a, procure ajuda.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s