O que verdadeiramente conta num relacionamento

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Comunicação. Respeito. Tolerância. Flexibilidade. Entendimento.

Quantos relacionamentos se perdem por falta destes atributos? Há relacionamentos à deriva, tal barcos desatracados que se deixam ir com a maré. E, quando dão por eles, migraram em direcções opostas. Quando voltam a olhar um para o outro, não se reconhecem.

Para fazer um relacionamento crescer e perdurar é preciso duas coisas fundamentais: inteligência e consciência. Poderia escrever cem textos sobre relacionamentos e ter sempre alguma coisa a acrescentar, porque é um tema de uma complexidade gigante. Ou talvez de uma simplicidade surpreendente, mas que as palavras são insuficientes para resumir. Talvez até existam demasiadas palavras para descrever o que não deveria ser tema de interpretação ou escrutínio. Mas nós somos assim, queremos clarificações, teorias, explicações e justificações.

Já escrevi em tempos um artigo sobre os atributos principais do amor, penso que eram cinco… Posso elaborar longas listas sobre atributos ou ingredientes necessários, mas no fundo, o que é verdadeiramente necessário, é saber olhar para nós. Ver o outro na sua essência e no seu funcionamento natural. Entendermo-no a nós e sabermos ler o outro tal como nos lemos a nós.

Isto leva a um sem fim de projecções, mas não tem mal, somos só seres humanos a jogar o jogo da vida na terra, do ser humano, com personalidade, feitio e temperamento, que reage à personalidade, feitio e temperamento do outro. Querem falar do Ego? Sim, ele existe para fazer reparos, para nos chamar à atenção. Existe para Reagir ao outro. Se não houvesse esse processo de reacção ao que nos dizem ou fazem, como evoluiríamos?

Não tem mal estarmos a aprender… Somos todos juvenis no que toca a amor e relacionamentos. Com quem seja, com os nossos animais, com filhos, com família, com colegas, com clientes, com maridos e mulheres. Temos de gerir (e digerir) as nossas emoções enquanto nos relacionamos com outros, também eles seres emocionais, seres mentais, seres com as suas limitações. Todos somos limitados no nosso entendimento, de certa forma. O nosso entendimento é pessoal, subjectivo, relativo a memórias, vivências e crenças.

Como ser flexível e benevolente num mundo de crítica e julgamento? Num mundo de máscaras, defesas e feridas? Trabalho interior. Ser todas essas qualidades, trabalhá-las na nossa relação connosco. Olhar benevolentemente para o outro, com atenção, com consciência plena. Serenar os nossos sentidos e mente. Ser gentil, mesmo quando a nossa mente grita impropérios. Ser compreensivos, praticar a tolerância e a subtileza da paciência. Respeitar o tempo de si e do outro, para evoluir, para aprender. Comunicar, falar, passar a mensagem – e não discutir, criticar, condenar ou julgar.

Neste entendimento, e nestes movimentos, podemos chegar mais facilmente ao outro e o outro a nós. Não se faz sem tensão, desafio, desacordos e dificuldade. Nem todos os momentos são rosas e arco-íris. Temos de passar por isso. Somos um veleiro a cruzar os mares das emoções e dos pensamentos, nossos e do outro. Porém, é bom saber que temos velas para ajustar aos ventos que sopram para nos testar. Que as saibamos manejar em proveito do crescimento mútuo.

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