A felicidade está nas suas mãos: as bases para a mudança

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Um erro recorrente, ou uma expectativa muito comum nas pessoas que procuram terapia é: eu preciso de ajuda, o terapeuta pode curar-me e tirar-me desta situação em que me encontro. Sim e não. O terapeuta pode ajudá-lo a sair dessa situação, pode ajudá-lo no processo de cura, com sugestões, com exercícios e com a compreensão do que o está a prender ou bloquear. Mas o terapeuta não é o responsável pela mudança. É você.

A mudança pressupõe sempre isso mesmo: a mudança. Mudança de padrões de pensamento, mudança de comportamento e mudança de perspectiva. Não vai poder sentir-se diferente se não pensar diferente ou se mantiver o mesmo comportamento que o tem mantido no sofrimento.

Ou seja, as bases para a mudança são decisões, no fundo. “Eu tomo decisões sobre a minha vida e eu posso fazê-lo”. Muitas vezes não queremos tomar determinadas decisões porque vão contra o que os outros querem ou esperam de nós, porque podemos ser criticados ou desaprovados, porque é suposto continuarmos como estamos porque é assim que tem sido sempre, porque mudar custa e eu não sei como fazê-lo e tenho medo de o fazer.

Todos somos responsáveis apenas por nós, pela nossa mudança. O terapeuta apenas pode ajudar no processo. Não é responsabilidade do terapeuta o acalmar em todas as situações de crise que surjam a partir daí, é função do terapeuta ensiná-lo estratégias para lidar com a crise, para lidar com as emoções. Não só, ajudá-lo, em sessão, a resolver essas emoções e treinar consigo essas estratégias.

Vejo muitas pessoas a assumirem que o mal que lhes acontece está sempre fora, no que os outros fazem, no que os outros dizem, no estado do mundo, no comportamento dos colegas, da família, do companheiro ou companheira, nos filhos, etc. Só quando assumir a responsabilidade da mudança é que vai poder transcender tudo isso. Assumir-se como o principal agente da mudança e da sua felicidade pode fazê-lo chegar lá.

Muitas vezes há que afastar-se de elementos tóxicos, mesmo que sejam familiares. Pessoas que não contribuem nem podem contribuir para a sua felicidade, pessoas críticas, pessoas que não assumem o erro, pessoas com quem não pode conversar, crescer e evoluir. Pessoas que não lhe podem dar o que precisa: uma palavra amiga, compreensão, aceitação, diálogo, partilha. Pessoas que o ofendem, pessoas que o magoam constantemente.

Não podemos mudar e sentirmo-nos diferentes se mantemos tudo como está. A mudança pressupõe mudança. E essa mudança está sempre nas suas mãos. Pode fazer terapia meses e anos, mas se não tomar decisões rumo ao que quer ser e sentir, nada muda. O que quer ser e sentir até é simples: quero ser feliz. Quero estar em paz. Quero que me respeitem. Quero ser aceite e acarinhado. Quero sentir-me satisfeito e realizado.

Nós temos três esferas: a esfera do eu, a esfera dos outros (dos relacionamentos) e a esfera do trabalho. Quando trabalhamos em nós, podemos modificar as nossas relações e modificar como nos sentimos no trabalho, ou como nos comportamos nas diversas situações de vida. Podemos ter que mexer nas relações, mudar alguma coisa nesse campo, tal como no trabalho. Podemos mudar de trabalho, mudar de departamento ou secção no trabalho. Ou então podemos mudar em nós aquilo que nos incomoda e perturba. Resolver o que nos incomoda e perturba, e trabalharmos autoestima, assertividade e afirmação pessoal e tudo o resto encaixa no eixos.

O trabalho terapêutico é isso mesmo, averiguarmos, explorarmos e entendermos as várias variáveis onde pode assentar a mudança, o que podemos fazer para introduzir a mudança desejada. E sim, uma terapia pressupõe um plano, traçar objectivos e tomar decisões. Se só quiser desabafar e alguém que o ouça, fazer relaxamento, também serve, mas isso não traz mudança. A mudança pede responsabilização, a sua responsabilização sobre as rédeas da sua vida, sobre si próprio, sobre os seus sentimentos, emoções, pensamentos e comportamentos.

É você o principal agente da sua felicidade. Que decisões ou não-decisões tem tomado ou deixado de tomar que travam o seu sucesso na vida? Questione-se, trace um plano, assuma um compromisso para consigo: “eu quero, eu consigo e eu posso fazê-lo”. Assuma quem é, onde está e onde quer chegar. O que precisa para conseguir chegar lá? Procure isso mesmo. Acção, comportamento, decisão. É isto.

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