O que (não) fazer para reconquistar um homem

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As mulheres são, normalmente, cheias de truques para não perder o companheiro ou namorado e fazem de tudo para o manter ou para o reconquistar, caso ele decida afastar-se da relação. Há algo de ancestral nisso. Desde os primórdios do tempo mulheres recorrem a videntes e curandeiras (vulgo “bruxas” ou médiuns) para manter os seus homens ou para conquistar aqueles que poderão estar numa relação com outra mulher.

Utilizar-se a sedução, a culpabilização, a vitimização, as ameaças de suicídio, de manipulação e chantagem através dos filhos, são muitas das tácticas. Outras podem ser o tentar descobrir se há outra mulher e tentar tornar-se amiga desta ou, pelo contrário, ameaçá-la ou ofendê-la, tentando fazê-la sentir-se culpada e afastar-se. A vitimização e culpabilização, são das mais fortes, ou uma das primeiras: “Fiz tudo por ti. Dei-te tudo, sempre te acompanhei nos piores momentos, prometeste-me que ficavas, fizeste-me acreditar que seria para sempre, enganaste-me, eu não merecia, não sou nada sem ti, preciso de ti, sem ti eu morro, sem ti a vida não faz sentido…” etc.

Pode ser também através de ameaças relacionadas com a imagem social: “Vou contar a toda a gente que me queres deixar, que me vais abandonar, que tens outra pessoa, que me traíste, que me vais deixar sozinha com as crianças, toda a gente vai ficar a saber que não prestas como homem” e outras que tais. Quando uma mulher não aceita uma separação, muitas destas coisas podem acontecer. Não quer dizer que o contrário não aconteça, que as mesmas tácticas não possam ser usadas pelos homens, mas hoje quero falar nas mulheres e nas distâncias que são capazes de percorrer para manter os seus homens.

Há uma expectativa social de que a mulher deve saber “prender” o seu homem. Que cabe a ela a responsabilidade de ele ficar ou não na relação. Que a mulher deve ser cheia de artimanhas para manter o companheiro. Deve cuidar dele e das necessidades dele, deve estar sempre presente, compreensiva, afectuosa, arranjada e atraente. Deve querer ter sexo com ele regularmente, ainda assim ele não procure outras. E quem não tem desejo sexual por uma variedades de motivos, sente-se a mais culpada das criaturas.

Pois bem, nesse campo há muito que se lhe diga, mas uma coisa é certa, as mulheres desejam a presença emocional e física dos seus companheiros. Precisam saber que eles estão ali, que têm sentimentos por elas e que os mostram, que as façam sentir-se amadas e desejadas. As mulheres precisam disto para se sentir seguras. Disponibilidade e presença. Que eles possam estar, mais do que ficar. Muitas vezes isto não acontece, elas não se sentem amadas nem desejadas. Muitas vezes sentem-se tomadas por garantidas, e isso limita bastante o seu desejo sexual. Se os homens só procuram as suas mulheres para isso, elas vão sentir-se rejeitadas e usadas, objectificadas. Não esperem uma mulher sempre no auge da sua libido se assim for.

Continuando, se um homem não quiser ficar numa relação consigo, faça-se um favor a si, e a todas as outras que vêm a seguir a si: deixe-o ir. Deixe-o seguir o seu caminho. Uma pessoa só deve ficar numa relação com outra se quiser, se o desejar. Todas as pessoas têm o direito à sua liberdade pessoal. Se um homem quer estar com outra mulher, deixe-o seguir caminho. Se o aceita de volta, caso ele queira voltar, isso fica a seu critério. Mas tudo o que é recriminação, controlo, palavras de ódio e desdém e fazer outro sentir-se culpado, não abona a favor de ninguém: nem de si, nem do seu companheiro nem dos filhos que tiverem em comum.

Quando um casal enfrenta problemas, dúvidas ou dificuldades: procurar um especialista. Terapia de casal, terapia familiar se for preciso, ou terapia individual para cada um dos elementos, em conjunto com terapia de casal. Quando os dois querem ficar juntos, aí sim, explorar todas as possibilidades. Encetar um caminho de autodesenvolvimento e de crescimento pessoal e individual, bem como em conjunto. Os dois comunicarem abertamente as suas questões, os seus sentimentos, as suas emoções, os seus pensamentos. Não há nada mais revelador do que uma conversa franca, sem julgamento, sem crítica, gozo ou desprezo, sem culpabilização. Não procurar culpas nem culpados, procurar analisar friamente comportamentos e atitudes, enumerá-los e dizer como eles a fizeram sentir.

Se a outra parte estiver disponível para fazer esse caminho consigo, para dialogar e comunicar abertamente, se a outra pessoa estiver disponível para mudar, ajustar-se, comprometer-se com a mudança, com o crescimento e com as necessidades do casal, aí sim há caminho para percorrer. Quer isso aconteça depois ou antes de uma separação efectiva, está tudo certo. Se um homem decide não estar numa relação consigo quer seja para ficar sozinho ou comprometer-se com outra pessoa, há que aceitar. Pode não querer, não concordar e até pode ter dificuldade em aceitar, mas respeite a vontade do outro.

Deixá-lo ir para que possa voltar, caso assim decida e você aceitar, ou deixá-lo ir para não mais ser seu companheiro, namorado ou marido, ainda que tenham propriedade ou filhos em comum. Se todos pudéssemos ser livres e respeitar a liberdade do outro, não haveria tantas chatices nem divórcios litigiosos. Mas há que fazer trabalho em si, no perdão, na aceitação da perda e gestão dessas mesmas emoções de raiva, revolta, impotência, fracasso e derrota. Desejar mal a outra mulher ou à nova relação do seu ex-companheiro também não traz nada de bom ao mundo. Tudo é energia, até a força dos nossos pensamentos. Todos sofremos com isso.

Como tal, sem jogos, sem artimanhas, sem “trabalhos” de amarração, feitiços, maus olhados e todas as coisas que criam karma – acção e consequência. O todo é prejudicado com isso, criamos ciclos e ciclos de dor e sofrimento para nós e para o colectivo quando nos envolvemos com energias densas de ódio e vingança. Queremos elevação, crescimento, equilíbrio e felicidade. Como tal, seja a elevação que quer ver no mundo. Trabalhe em si as suas feridas de rejeição, abandono e traição. Cure as mulheres antes de si e as que vêm através de si, sela pelo exemplo, seja pela maternidade. Estará a fazer a si, e a ao mundo, um grande serviço.

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