Trabalho da mente vs trabalho do coração

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A mente, a psicologia, trabalha de uma maneira. Gosta de analisar, identificar, nomear, trazer significados, interpretar e encontrar causalidades, paralelismos; gosta de pensar e de racionalizar, encontrar motivos, explicações e porquês. E muito se pode dizer dos porquês… São eles que fazem iniciar a busca, são eles os propulsores do processo, que nos instigam ao autoconhecimento, ao aprofundamento da nossa pesquisa pessoal ou espiritual.

A mente é analítica, “quadrada”, muitas vezes inflexível e intolerante. Desconfiada, rígida, activa o sistema de defesa até para situações que não seria necessário, só para nos proteger. A mente não gosta de sair da zona de conforto, e pode perceber-se facilmente porquê. A mente foi concebida para nos defender do meio externo, para resolver problemas e para activar defesas em relação a ameaças. Daí a ansiedade. Daí o medo. Todos temos, mais ou menos. A mente é um escudo protector e um trabalhador laborioso, diligente, honesto e medroso – não gosta de se expor, não gosta de ser avaliado, só quer continuar o seu trabalho sem ser questionado, e chegar ao final do dia, regressar a casa, e estar seguro.

Até aqui tudo bem… Só assim seria simples, só que não. A seguir entra o coração, o nosso mundo emocional. As emoções, saltitantes, rabugentas e ranzinzas, que pedem toda a nossa atenção. A mente, tal velho do Restelo (imaginem um cérebro com óculos quadrados na ponta do nariz, com ar sério e desconfiado, a ler o jornal), a ser incomodada com tamanho alarido, fica desconfortável. A mente é uma sala sóbria por onde entra um grupo de crianças irrequietas (emoções), um local de seriedade, matemática, lógica, arrumação e organização (funções do mundo mental). Como tal, caos total, não é verdade?

O que é certo é que no trabalho com as nossas emoções é que está o verdadeiro sucesso das nossas vidas e relacionamentos. Olhar para essas emoções é reconhecê-las, dar-lhes o devido lugar e atenção. É tudo o que as emoções pedem. Ser vistas, reconhecidas, olhadas e acolhidas. Vêm com um propósito, para nos alertar de algo. Esse trabalho podemos fazer com a hipnose e com outras formas de terapia. Na hipnose vamos, exactamente, olhar para as nossas emoções, para o que em nós ficou ferido lá atrás, ou ainda hoje. Mas não espere ficarmos presos no passado sessões a fio. A hipnose procura a resolução dos conflitos, dos dilemas, das inseguranças, dos medos.

Ao irmos às emoções cristalizadas e encapsuladas no nosso corpo de dor, reprocessamo-las e damos-lhes vazão, um propósito, um caminho. As emoções fazem-nos crescer, aprender, evoluir. Elas são os sintomas do nosso mundo interior, das nossas necessidades. Mas a hipnose, e a psicologia cognitivo-comportamental (as ferramentas que uso), servem no aqui e no agora, onde conseguimos resolver, reprocessar e ressignificar. Servem como um trampolim para o futuro. Se quer continuar no problema, não fazer nada para mudar – porque de facto dá trabalho! – e continuar a queixar-se e a ser vítima, estas ferramentas não servem para si.

Se tem medo, não gosta, não quer ver o que tem dentro, o que lá está, não procure este trabalho. A hipnose serve para expor o que é custoso, o que precisa de resolução e o que está a causar a dor ou o conflito. É terapia emocional, é terapia de coração, muito mais do que mente. Esta é a forma que conheço, esta é a forma que acredito e onde vejo resultados. Este, para mim, é o caminho. Se conhece outros, fantástico! Se quer encontrar o seu, esta pode ser a solução.

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