Todo o sintoma é a manifestação física de algo que precisa ser visto

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Sintomas são dores, desconforto físico ou emocional, doenças, conflitos, medo, desconfiança, raiva, bloqueios, excesso de apetite, manchas na pele, alergias, o que seja. Há sintomas que são causados por factores externos, como poluentes, químicos nos produtos que consumimos, alimentação inadequada, falta de exercício, ou todo e qualquer mau hábito que se instala no nosso corpo, nas nossas células, produzido mau-estar, perda de elasticidade e tonicidade muscular, doença ou perturbação fisiológica ou orgânica. Mas o que quero falar hoje são sintomas emocionais manifestados no corpo físico.

Aprendi que toda e qualquer manifestação física, fora as causadas por questões externas ou ambientais, como questões relacionadas com conflitos na família ou no trabalho, por exemplo, pode ser explicada à luz de factores emocionais ou psicológicos. Aprendi algures que, antes da doença se instalar no físico, primeiro surgiu na mente ou no corpo emocional. Como se “descesse” de patamares antes de chegar ao corpo. Há teorias que defendem que temos corpo físico, emocional, mental e espiritual (ou etérico). Não sou especialista nestas teorias, mas consigo retirar algo de interessante nelas, como passo a explicar a seguir.

Toda e qualquer situação que vivenciamos deixa marca. Positiva, negativa ou neutra (indiferente). Qualquer situação que vivemos com dor, mágoa, desconforto, tristeza, etc., acumula-se no nosso mundo emocional (corpo emocional). Já nascemos com um legado físico, genético, emocional e comportamental, de acordo com o que recebemos dos nossos pais e família próxima, incluindo toda a formatação social e cultural da altura em que nascemos. Após essa influência, entra a esfera das nossas próprias vivências e concepções – ou reacções ao meio externo. Todas elas nos trazem algo, como dizia acima, de bom, de desagradável ou de indiferente.

O acumulo dessas situações menos boas para nós, que são aquelas que nos provocam dor ou sofrimento, constituem o corpo de dor. Esse corpo de dor, localiza-se no nosso corpo emocional, com influencias directas na nossa mente e no nosso corpo. Esta é a minha análise e a minha interpretação. Não tem qualquer cunho científico, e é a forma como vejo as coisas. Outros autores poderão falar mais extensivamente sobre isto, como Eckhart Tolle, Pedro Elias, Blavatsky e alguns gurus indianos. Esta análise é fruto de todas as leituras que fui fazendo ao longo dos anos, sem conseguir precisar nenhuma fonte em concreto.

Onde quero chegar com isto tudo, é que independentemente de qual for o sintoma, tudo o que desperta a sua atenção, precisa ser visto. Um zumbido nos ouvidos constante, uma dor prolongada, uma síndrome de cólon irritável, um eczema, insónia, depressão, ansiedade, e muitos outros exemplos, são a manifestação física, a manifestação no nosso corpo, de emoções que não foram olhadas ao longo do tempo. Daí chegar a uma altura em que começam a surgir ataques de pânico, uma ansiedade que se instala e parece não querer sair, uma tristeza infinita que não se sabe quando começou…

A maior parte das pessoas que me procura está na casa dos 30 e dos 40 anos. De 20 também tenho, e de outras idades, até aos 70. Chega a uma altura que não aguenta mais sentir todas aquelas coisas e sente, sem dúvida que precisa de ajuda, e que, sozinha, não consegue superar aquilo que a perturba, e normalmente isso que a perturba, já dura há meses, ou anos (normalmente). Aí sim, está pronta para fazer o trabalho, para passar pelo processo. Nem sempre estamos. Mas há uma altura e um timing para tudo. Pode ser por si, pelos seus filhos, pelo seu companheiro, pelo trabalho que tenha. O que é certo é que é necessário – tremendamente necessário – curar essas emoções. Olhar para elas, para os sintomas, e cuidar deles enfim.

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