Carta à MÃE

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Este é um exercício individual e introspectivo, na forma de decretos pessoais, a internalizar e afirmar para si mesma, para honrar o passado e libertar-se de fardos que pertencem à mãe, e não a si:

Mãe, lamento por toda a tua dor
Pelo teu sofrimento, pelas tuas perdas.
Lamento por tudo o que passaste até me teres
E pelo momento do parto, da gravidez
E tudo o que veio a seguir.
Lamento por tudo o que não sei
Por todas as lágrimas, apertos e segredos que carregas no teu coração.
Lamento pelo que passaste
Ainda que não saiba, não preciso saber
É mesmo assim.
Há coisas que são tuas, há coisas que são minhas
Assim é a Lei.
Tu és a mãe, e eu sou a filha.
Tu és a grande e eu sou a pequena.
Tu vieste antes e eu vim depois.
Não posso carregar por ti as tuas dores
O peso que carregas
Sentir o teu sofrimento.
Não é para eu sentir nem carregar o que quer que seja que é teu
Cada um tem direito ao seu destino e aos seus fardos.
Qualquer que seja o teu, é só teu mãe
Eu tenho o meu
E assim está bom
Assim está certo.
Tu podes com o que é teu, eu posso com o que é meu.
Tudo o resto é grande demais
Pesado de mais.
Te agradeço por tudo o que fizeste por mim
Tomo e honro a vida que me deste
Faço com ela o melhor que sei
O melhor que posso.
Obrigada.

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