Salto de fé

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Está a balançar por um fio? Quer avançar num determinado projecto, terminar a relação que tem, mudar de direcção, fazer algo novo e irreverente? Está infeliz como está e tem de dar um novo rumo à sua vida? Não, não é fácil. Vai ter de desiludir pessoas, não corresponder a expectativas de outros, ouvir desaprovação, crítica, julgamento e opiniões diversas. Muitas vezes vai ter de ir contra si mesmo, contra aquilo que sempre julgou seguro ou que iria fazer, como iria fazer.

Um salto de fé é algo absolutamente libertador, selvagem, instintivo, corajoso e revelador. É inconsequente no sentido de não sabermos o resultado, mas podemos ir seguros no sentido que nos levará sempre ao melhor resultado possível. É confiar sem ver. É ir, mesmo com medo se for preciso. A coragem nunca foi a ausência de medo. A coragem é exactamente isso, ir mesmo com medo. Principalmente com medo.

O medo é tudo aquilo que nos diz: “Não vás por aí, não é seguro! Cuidado! Por aí não! Tem atenção!”. Medo por não ver, não saber, medo do que nos disseram, medo da perda de afecto, da perda em si, da rejeição, da desaprovação dos outros. O medo foi tudo o que nos ensinaram: “Se não és capaz de obedecer, de cumprir as leis que te ensinámos, não serás nada na vida/nunca irás vencer.” E que leis são essas senão as que aprendemos na escola e com a nossa família? O que temos de ser e o que não. O que devemos desejar, esperar, sonhar.

O medo é uma grande parte das nossas vidas. De não ter, de não ser ninguém, de não ser importante, de não ser suficiente, de não ser respeitado, ouvido, estimado, valorizado. Fazemos tudo para que nada disso aconteça, para não corrermos esse risco. Mas, às vezes, o que a nossa alma pede, e todo o nosso coração e interior pedem, imploram, é: “Vai. Segue. Confia. Faz o que tens vontade.”, e isso vai contra tudo o que aprendemos. Logo aí podemos imaginar umas quantas mãos a irem à cabeça em sinal de “Mas o que vais fazer à tua vida?!”.

Podemos nunca dar esses saltos de fé, e está tudo bem. Mas se dermos, ah e se dermos? Onde eles nos levarão? Eu não sei quanto a vocês, mas eu prefiro dá-los, prefiro ver o que me espera lá à frente, em vez de imaginar o que poderia ser. E você?

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