Suicídio inconsciente

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Estava a ver um filme estes dias, e deparei-me com este termo: “suicídio inconsciente” (filme O Nosso Lar, psicografado por Chico Xavier). Já tinha feito essa reflexão, em como todos os dias nos matamos um pouco, seja pelo descuido na alimentação, por não cuidarmos do nosso corpo, não fazermos exercício físico, comermos demasiado sal, gorduras, produtos processados e açucarados, bebermos demasiado álcool, dormirmos pouco, cuidarmos pouco ou nada das nossas emoções, e irmos acumulando lixo mental, pensamentos negativos, vivermos em cidades poluídas, termos pouco contacto com a natureza, etc.

Há quem o faça mais, há quem o faça menos. Quem tem comportamentos compulsivos relativamente à comida, álcool ou drogas, auto pune-se, auto castiga-se, como uma vingança, um suicídio agressivo feito de vários momentos, vários consumos, deteriorando corpo e mente. Pensamentos negativos igual, auto crítica, falta de perdão e de aceitação é como um cancro que se espalha. Com quantas mortes podem os nossos órgãos e sistemas? Temos uma capacidade incrível de regeneração celular e orgânica. Mas tudo é finito. Quando não aprendemos com os nossos “erros”, o corpo vai, irremediavelmente, dar o sinal. E, por vezes, é tarde de mais.

Ele vai-nos avisando, o corpo. Vai dando alertas, sinais. Temos, obrigatoriamente de os ouvir. Faz-se tremendamente necessário isso, a forma como conduzimos as nossas vidas, os nossos corpos, incluindo corpo mental, emocional, físico e espiritual. Se formos inconsequentes, não quisermos ver e entrarmos em negação, o destino será fatal, e a lição não será aprendida. Teremos de repetir tudo de novo, teremos de aprender, em que plano ou existência for. Teremos de ser humildes, pacientes e renunciarmos ao orgulho, à arrogância e à ignorância do “Porquê eu? Porquê a mim, coitado/a de mim! Tão injusto, não percebo…”.

Há sempre um plano, há vidas muito duras, muito complicadas. Mesmo à nascença. “O que fizeram essas pessoas então? Para virem deformadas, com deficiência, doença, etc.?”. Eu não sei. Não tenho como saber o plano de alma de cada um, a aprendizagem a fazer, para essa própria pessoa e para a sua família. Só o que sei é aquilo que é provocado pelo resultado das nossas escolhas, conscientes ou não. E acerca disso podemos fazer alguma coisa: o que consumir, como consumir, mesmo mentalmente. O resto pertence a um plano muito superior a nós. Resta confiar que o melhor está sempre por vir, e fazer a nossa parte. Essa é a nossa Responsabilidade.

3 thoughts on “Suicídio inconsciente

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