Saudades do lar

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Há muita gente que sente que não pertence aqui na terra, que não se identifica com a vida como ela é, com as injustiças, com o sistema escolar, com o sistema social, e que sempre se sentiu que não pertencia, como se não fosse de cá. Há várias pessoas a sentir que “foram deixadas cá” sem querer, vindas de outro planeta qualquer, ou que foram adoptadas, porque de certeza que não pertencem àquela família onde todos são tão diferentes de si.

Há quem diga que estas pessoas são crianças, ou adultos, Índigo, expressão usada para “diagnosticar” pessoas que têm uma sensação de pertencerem a um outro sítio que não é cá na terra, pessoas sensitivas, intuitivas, revoltadas com o sistema social e escolar normalmente, que não encontram satisfação em viver o que a maior parte das pessoas valoriza, não sentindo prazer duradouro no facto de existirem, sentindo que simplesmente não encaixam, não pertencem. Muito se escreve sobre isso, crianças ou adultos Índigo, pode encontrar na internet essa informação. É apenas um termo, uma explicação.

O que é certo é que há por aí muitas pessoas com “saudades do lar” como eu gosto de lhe chamar. Uma nostalgia que não tem sentido, um olhar para o céu, para as estrelas, como se houvesse uma casa e não fosse cá, com a nossa família, no sítio onde moramos, neste plano nem nesta experiência terra, que parece sempre tão agressiva, dura, pesada, densa. E é verdade… Não tem como existir apenas um planeta com vida. A célula não originou pessoas só porque sim, senão também desenvolveria novas formas de vida constantemente. Há algo de muito mecânico e matemático na explicação da génese da vida.

Há algo superior a todos nós que tantas religiões, movimentos e teorias tentam explicar. Nem só de matemática se faz a vida, e para além de sermos seres racionais, somos também seres sensitivos, dotados não só de razão, mas também de sensações, de intuição ou uma voz interior que sempre nos sussurra: “Não, não há só isto que vemos ou que nos dizem, há algo mais…”. Tantas pessoas com capacidades “extra sensoriais”, que têm tantas visões, premonições, sensibilidade para o mundo imaterial. A ciência explica isso? A ciência tornou-se uma instituição de afirmação de veracidades.

Tal como existe o ritual de selecção de papas no Vaticano, assim é a ciência, feita dos seus estudos, das suas hipóteses e das suas decisões baseadas em factos mensuráveis. Mas, e quando os factos não são mensuráveis? Quando são feitos de energia quântica? Há coisas que a ciência não tem como comprovar, mas faz delas menos verdade? E quantas verdades a ciência oculta para manter o povo no desconhecido, e obedecer às leis da sociedade? Mas este não é um artigo contestatário, quero apenas falar das pessoas que, não conhecendo outras como elas, se sentem autênticos extraterrestres.

É para essas pessoas das estrelas que falo: sim, vocês são normais. Talvez não sejam de cá não… Há uma miríade de outras galáxias e planetas, bem como outros planos de existência. Todos, sem excepção, viemos da fonte primordial de almas, que é o Criador, Deus, Universo, Energia Infinita, o que lhe quisermos chamar. A alma é uma emanação da massa de energia original. Uma centelha divina, que se dissocia dessa massa e se dirige a um plano da matéria, para se materializar num corpo e numa história, com um propósito. Mas isto é apenas a minha convicção. Se não for a sua, também está bem.

Para essas pessoas: calma, vai ficar tudo bem. Se está cá, por algum motivo é. Fica mais fácil se aceitar a sua existência terrena e encontrar alguma forma de contacto com a sua essência, através de terapias holísticas e espirituais. Encontrar formas para se conectar com a sua verdade, com a sua origem e com o motivo de estar cá. Talvez já esteja a viver a sua missão ou o seu propósito. No fundo todos estamos, mesmo sem sabermos…

Todos estamos a fazer o que quer que seja que, mais cedo ou mais tarde, nos levará de novo a Casa. Até lá, desfrute do que pode ter cá. É um planeta duro, mas também tem muita doçura e beleza. Basta olhar à volta. Relaxe, todos voltaremos a casa um dia. Estar cá, é apenas uma passagem.

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