Passos para ter sucesso no seu negócio

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Nunca se ouviu falar tanto em empreendedorismo. Cada vez mais pessoas tem negócios online ou mesmo presenciais, que são divulgados, necessariamente, através das redes sociais. Digo “necessariamente” porque vivemos na era digital. Difícil é haver um negócio que não dependa de ferramentas na web para florescer e para se manter.

Se não tem redes sociais, ou não usa no seu trabalho, e está a ter sucesso, óptimo! Caso tenha o seu negócio e esteja a fazer tudo bem no que respeita a regras do marketing digital, como seguir determinados passos, publicar a determinadas horas, ter imagem X ou Y, criar o seu próprio conteúdo, publicar regularmente, etc., e mesmo assim isso parece não chegar, aqui vão umas dicas:

1. Responder às perguntas: porquê e para quem?

Qual o seu negócio? Qual a sua missão com o seu negócio? O que pretende atingir? Quais os motivos para desenvolver esse negócio? O que pretende com ele? Onde quer chegar? Quais as vantagens desse negócio, para si e para outros? Como pode impactar as pessoas? Que pessoas visa atingir? Quem será o seu púbico? E só depois vem o “como”: Como posso implementar o meu negócio? De que forma? Por onde começo? A quem posso pedir ajuda?

Respondendo a estas questões pode, mais facilmente, ter uma ideia global do “quê” (tipo de negócio), “como” (como implementar) e para quem (público alvo).

2. Trabalhar as resistências: o perfeccionismo, o medo e a crítica interna

Não há quem as tenha, dúvidas, inseguranças, incertezas e medo… É fundamental olhar de frente para o que custa e para o que está a resistir. A própria procrastinação vem do medo de falhar, medo de assumir riscos, do que os outros vão pensar e medo até de ter sucesso! (“Será que vou conseguir dar resposta?”)

Também podemos ter medo da expectativa dos outros sobre nós, porque há o pensamento, ainda que inconsciente de que “Se ficar como estou não ganho mas também não perco, assim é mais seguro”. Verdade, tudo isso é verdade. Mas prefere ficar na mesma ou evoluir e crescer? Se prefere ficar na mesma, tudo bem. Se prefere crescer e evoluir, vamos a isso, se for preciso arranje um/a coach ou terapeuta para ajudar nestes primeiros passos e nas suas inseguranças.

O que importa é manter uma atitude de abertura, curiosidade e não julgamento para com todo o processo. Não julgamento é fundamental. A crítica interna, o sermos muito duros connosco, termos de ser perfeitos a todos o momento e não poder falhar, é contraproducente. É impossível não cometer erros no processo. Faz parte. Só assim aprendemos e vamos caminhando.

3. Assumir a responsabilidade pelo processo, pelo sucesso ou pelo fracasso

Após ter trabalhado os dois primeiros pontos, aprender a identificar as desculpas: “Não tenho tempo/não tenho dinheiro/não sou capaz”. Se não tem tempo, o que pode fazer para disponibilizar esse tempo? Se não tem dinheiro, como pode criar recursos para o ganhar? Se se sente incapaz, o que pode fazer para tornar-se capaz?

Quem tem um negócio é inteiramente responsável por ele a todos os momentos, o que corre bem e o que corre menos bem. Tem de ir avaliando e actualizando-se constantemente, questionando-se regularmente o que pode fazer para melhorar e para aperfeiçoar-se na sua área. Que competências chave lhe faltam? Que recursos? Que contactos? Que ajuda? Procurar por elas.

4. Gerir as frustrações (e as emoções)

Este ponto é fundamental a todas as áreas da vida: lidar com a frustração de quando corre menos bem, leva mais tempo do que o previsto, não é imediatamente reconhecido, outros criticam ou desvalorizam o que está a fazer, etc. Muitos vão ser os desafios. Há que ter estrutura para suportar os vários embates que poderão surgir, e isso pode ser alcançando trabalhando no seu desenvolvimento pessoal e autoconhecimento, que são peças determinantes ao sucesso da sua vida profissional.

Devemos ser racionais nas nossas decisões e não emocionais, principalmente quando estamos pessimistas, deprimidos ou mesmo eufóricos. Não devemos basear as nossas decisões nesses estados. Sim, o o pessimismo pode ser um traço ou um estado, o que quer dizer que há pessoas fundamentalmente pessimistas. Quando for assim, é preciso trabalhar esse ponto antes de avançar para qualquer outro, porque senão tudo vai ficar comprometido, todos os pensamentos ou decisões a respeito do negócio, o que quer dizer que, provavelmente, estando nesse estado, não avançará.

Todas as emoções são transitórias, mesmo a excitação e o entusiasmo, não se mantêm eternamente. Há que, constantemente, colocar lenha na fogueira da motivação, ou ela, por si mesma, pode esfriar. Mas acima de tudo, manter a razão intacta: ainda que hoje corra mal e se sinta péssimo, amanhã pode fazer, e sentir-se diferente (e normalmente sentir-se-á).

5. Estabelecer objectivos temporais

Já respondeu ao “quê”, “como”, “quem” e “porquê”, agora resta responder à questão “quando”. Deve ter metas, objectivos marcados no tempo: e quanto tempo se propõe alcançar determinada meta? Por dia, semana, ou mês, o que é importante conseguir? Pode estabelecer quanto quer ganhar, em quanto tempo; quantas horas quer trabalhar por dia, ou por semana; quantos contactos ou publicações quer fazer por dia, ou por semana; etc. Tudo o que decidir, é importante colocar um timing ou um prazo para o concretizar.

6. Agir com inspiração e estar em alinhamento com a sua verdade

Isto é o que se chama de acção certa. Deixar-se guiar pela intuição, estar em contacto com a sua verdade e com a sua inspiração num dado momento, e segui-lo, seguir esse impulso, sempre com a mão da razão a acompanhar. Intuição e razão a trabalhar juntas para um dado objectivo, seja a defini-los (os objectivos), a tomar decisões, a pensar no “como” e no “quando”, por exemplo, mesmo o que publicar ou partilhar nas redes sociais. É necessário fazer tempo para isso, para estar, para pensar, para reflectir, para decidir, para ouvir os seus pensamentos e intuição. Sei que sabe do que falo. Há sempre aquela vozinha lá no fundo que diz “vai por aqui ou vai por ali”, que por vezes desafia a lógica mas que é sempre o caminho certo.

7. Perceber que há para todos (atitude de abundância vs escassez)

Sim, é verdade. Há que chegue para todos. Tudo o que é para si, certamente chegará, há que confiar nisso. Perceber que o que tem é único e só pode ser dado por si e feito por si, da forma única e exclusiva. Podem haver milhões de coaches, terapeutas, restaurantes, serviços e negócios no mundo, mas o que é seu, é apenas seu, e nasce da sua necessidade de fazer crescer uma ideia, um projecto ou um sonho há muito sonhado. Costuma dizer-se: “O sol quando nasce é para todos”, e é verdade. Deve, então, desenvolver uma atitude de fluidez na vida, de simplicidade e facilidade. Deixando-se levar. Garanto-lhe, traz os melhores resultados possíveis. Isso e não resistir à mudança e ao crescimento (sucesso/abundância).

8. Ser coerente e persistente

Ser coerente e persistente é um estado interno, manifestar o que deseja e no que acredita, pelo tempo necessário. Se quer desenvolver e ver florescer o seu negócio, há que ter as acções certas, diligentemente. É um empreendimento, um investimento de si, dos seus recursos, capacidades, competências e do seu tempo pessoal. Há que ter coerência no que passa, no que prega ou no que divulga; é passar uma mensagem clara, ter um conteúdo acessível ao seu público e fazer aquilo que diz e que pensa. Deve policiar-se constantemente para ser um exemplo da sua marca ou do seu negócio. A sua imagem, interna e externa, importa. Deve manter-se estável no tempo, reforçando isso junto da sua comunidade. É afirmar: “Eu sou isto” e vivê-lo plenamente.

9. Ter paciência com o processo e agir no timing certo para si

Depois de todos estes passos, de tudo estar alinhado e decidido, compreendido e relativamente resolvido (em termos das questões emocionais, dúvidas, ou incertezas), deve implementar o seu plano, dar os primeiros passos, sejam eles quais forem que sejam necessários e possíveis neste momento, levando tudo com o máximo de calma, prudência e paciência. Os resultados não são imediatos. Há que semear para depois colher. Ao princípio vai requerer um grande investimento da sua parte, em termos de tempo, recursos e disponibilidade, mas depois, há que dar tempo a que tudo se desenvolva e cresça.

Dúvidas e incertezas podem surgir sempre, e certamente irão surgir. Faz parte do processo. Dê-se tempo e gentileza para consigo e para com o processo. A cada momento, perguntar-se: o que posso fazer agora que esteja alinhado com a minha vontade e com as minhas capacidades actuais? Cada um só pode dar o que tem e o que pode a cada momento. E isso deve ser respeitado, compreendido e assimilado.

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