A III Guerra Mundial é dentro de nós

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E está a acontecer agora, em todo o mundo, dentro de nós. A Grande Guerra que previram rebentou há meses e está a afectar-nos a todos. As nossas noções de liberdade, de segurança e de estabilidade foram todas remexidas, contestadas, e deitadas ao lixo. Somos livres até ao momento que uma autoridade superior decide que o sejamos, ou não. Quantas das coisas que sabemos, ouvimos, pensamos, achamos, são verdade?

Tenho visto vários filmes de ficção/fantasia que, numa sociedade opressora, a desculpa é sempre que as massas têm de ser contidas devido ao ódio que leva a desacatos, violência e guerra. Como se o ódio fosse a principal coisa a suprimir, através de medidas rigorosas, policiamento e contenção da liberdade de movimentos e de expressão. Não é o ódio que leva a todas as desordens no mundo. Não, é o medo. O medo é o criador das desordens neste mundo e em nós.

Medo da falta, medo da perda, medo do ridículo, medo de falhar. Medo de perder, medo de não ter, medo de não conseguir, medo de ficar por baixo. Mas principalmente, não suportamos o medo de não saber. Questione-se, qual é o principal medo desta pandemia? É de ficar doente? É de morrer? É de pessoas queridas morrerem? Também pode ser, mas esta pandemia trouxe uma coisa ainda mais poderosa e superior a tudo isso: o medo de não saber o que vai acontecer, seja as perdas que podemos experimentar, seja quanto tempo vai a vida ficar em suspenso.

A guerra é connosco, dentro de nós, com os nossos medos, com os nossos fantasmas, com aquilo que nos pesa, que nos é difícil, que sentimos que nos falta, que queremos e não conseguimos. O conflito é com os nossos sonhos, os nossos desejos e ambições. É vivermos uma vida que nem sempre nos corresponde e sonharmos com algo mais que não sabemos como alcançar. É sabermos o que queremos e não o conseguirmos ter. É querer saber o que vai acontecer no futuro e não ter como. É sentir que nos falta sempre algo, por mais que tenhamos aquilo que queríamos e gostaríamos de ter.

E agora, o que fazer com essa constatação? O que fazer com essa guerra em nós? Com esse medo? O medo de não ter e o medo de perder o que já tínhamos conseguido conquistar até aqui?

O nosso medo é criado pela nossa mente, essencialmente. Pela mente e pela programação que nos foi passada de geração em geração e por aquilo que aprendemos em família, social e culturalmente. Quando conseguimos sair da mente, conseguimos estar sem medo. A questão é exactamente essa: sabendo que o medo vem da mente e da programação que lá está, como sair da mente ou reprogramá-la para encarar o medo de forma diferente? Isso sim é possível. Trabalho em si, meditação e algumas práticas ajudam a sair da mente. Reprogramação mental pode ser feita pela psicologia, hipnose, constelações familiares e autoconsciência.

Leva tempo esse trabalho em nós. Dá trabalho, requer persistência e continuação. Mas dá resultado. Se continuamos a sentir medo? Sim, muitas vezes. Mas cada vez menos e cada vez menos tempo. Esse medo e substituído por algo superior: confiança e fé. Fé em algo que nos guia, confiança que havemos de ter ou estar exactamente onde temos de estar. Isso, a mim, basta-me, quando tudo o resto falta/falha.

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