“Não te preocupes, nada te faltará”

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Para quem confia, para quem faz o trabalho, para quem se entrega à missão, para quem se curva ao serviço da Luz, do plano de evolução do planeta, tudo é trazido. Desde trabalho (dinheiro), relacionamentos e circunstâncias de sincronicidade, para que possamos estar no “fluxo”. Sempre conhecemos as pessoas certas, sempre estamos no sítio certo a fazer a coisa certa. Basta parar para aceder a esta percepção. Todos nós. Todos fomos colocados exactamente nos sítios certos para que possamos desempenhar a nossa missão, seja ela qual for. No fundo, basta-nos existir e estamos em missão de algum plano superior. Superior no sentido de algo mais vasto que nem sempre conseguimos perceber.

Recebo esta mensagem telepaticamente já há algum tempo, a do título do artigo (não sei se da minha educação cristã algo me ficou de algum texto bíblico, quiças do famoso Salmo 23), e ontem – que às duas da manhã me dá a despertina depois de me deixar dormir do sofá, e na transacção do sofá para a cama, fico a pensar em montes de coisas, e por vezes entro em estado meditativo e parece que me caem umas quantas “fichas” – é como se vários véus estivessem a ser removidos da minha consciência, e percebo a mensagem, finalmente.

“Não te preocupes, nada te faltará” teima em surgir na minha cabeça nestes últimos meses, tal premonição divina. Eu bem que perguntava: “Mas o que não me vai faltar? Dinheiro? Trabalho? Saúde? Uma casa onde morar? O quê?”. E ontem percebi: “Não te faltará o discernimento”. Tudo, tudo está na nossa percepção das coisas, como vivemos, como sentimos, o que percebemos. A partir do momento que temos Consciência, Presença e Discernimento, vemos tudo, percebemos tudo. Percebemos o nosso lugar e  dos outros e o sentido de tudo isto. Fica difícil de explicar estas coisas que sentimos e que partem de um lugar muito profundo, como se pudéssemos pairar sobre a realidade, acima dela.

E ontem pairei acima do que se está a passar, acima das minhas próprias faltas e ilusão de escassez. Ilusão é a palavra. Todos vivemos no jogo da ilusão, no jogo do consumo e da produção de dívida, para gerar mais consumo. As escolas como uma realidade fabril, a ensinarem-nos matérias mortas, o cálculo e a álgebra para que possamos entender o capitalismo e o sistema de produção em massa onde pertencemos, e para que possamos encaixar no lugar em que pertencemos na sociedade, tão arrumadinha de esquemas políticos e religiosos, como facções, tal Hunger Games e Divergent Series. Cada cultura com o seu grupo de jogadores, todos inseridos num mesmo sistema, todos tão alheados.

Até o jogo dos relacionamentos, do ter filhos, para perpetuar a cabala da reencarnação neste sistema cármico de produção e consumo na velhinha Terra. O jogo da espiritualidade, onde nos julgamos tão despertos, tão conscientes. Também ilusão. Tudo o que nos ocupa, o que nos mantém em percepções estanque, em crenças, nos limita. E o jogo da espiritualidade é a nova forma de nos manter ocupados, sentindo que estamos a fazer algo de importante, a sentir coisas especiais, só para nos manter acorrentados também à noção de carma, de repetição de padrões, de trabalho de cura, de luz e de sombra, e de “aceitação do destino” e a doce ilusão do livre arbítrio que ainda nem começámos a perceber bem.

Não, eu não sei mais que ninguém. Cada vez tenho a sensação de saber menos e perceber menos. Só sei que me cabe a mim conectar-me aos ensinamentos que a minha Alma está sedenta para me passar. Só neles me posso fiar. Só com eles me posso guiar e navegar nestes tempos conturbados. Só eles, no fundo, me dão paz e algum sentido de entendimento. Sim, agora vejo, agora percebo: nada me faltará, se me basear no sentido mais vasto da minha percepção, em estado expandido de consciência. Aí, de facto, nada me falta. Sou mais, sou maior. Faço parte, sem fazer. E sinto, do fundo das minhas células, que há mais, muito mais que isto que nos mostram e que achamos que somos.

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