“O universo conspira sempre a nosso favor”

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Esta frase é bem conhecida por metade do mundo. Quem disse originalmente esta frase foi Paulo Coelho, um escritor brasileiro, que escreveu livros como Diário de um Mago, Maktub, O Alquimista, Verónica decide morrer, entre outros. Penso que Paulo Coelho esteve na vanguarda da literatura espiritual, e chegou a milhões de leitores de todo o mundo com a sua mensagem baseada no caminho da descoberta interior. Eu própria iniciei o meu processo de “despertar” exactamente com este autor, com um livro que me emprestaram chamado Brida. A partir daí nunca mais parei. Li quase todos os seus livros, bem como muitos outros do género.

Mas regressando à célebre frase de “O universo conspira sempre a nosso favor”, bem como a mensagem da lei da atracção de outro livro, o Segredo, outro estrondoso sucesso literário, que tem um documentário associado, que nos leva a crer que tudo o que dizemos, pedimos com muita fé, ou acreditamos com muita força, faz com que o tal “universo” nos faça chegar lá, como uma questão de atracção, ligando-nos a uma série de sincronias, ou coincidências, trazendo sempre as pessoas que precisamos na hora certa, para nos ajudarem em algo, ou para nos passarem uma mensagem inspirada.

Tamanha magia é sedutora e aliciante e podemos cair nela ingenuamente, com a nossa melhor das intenções. De facto, eu acredito no fluxo da vida, alinharmo-nos com ele, e com as nossas forças e capacidades, co-criando a nossa vida, o nosso sucesso, e as tão faladas abundância e prosperidade. Todos estes termos são muito utilizados nesta cultura mais espiritualizada que temos na modernidade e que surgiu nos últimos anos.

Não acredito que o universo conspire a favor de ninguém em concreto (o universo não é Deus nem Deus tem a capacidade ou existe para servir propósitos individuais), acredito sim que ele nos sustem, que ele nos suporta, tal gravidade, e que nós navegamos nele com mais ou com menos facilidade, com mais ou com menos resistências, e isso sim faz a diferença. Somos nós que nos conduzimos, que escolhemos o caminho de maior ou menor dificuldade, que acreditamos em nós ou não, que tomamos as rédeas das nossas vidas ou não e que fazemos por nós e pelas nossas vidas ou não.

Se ficarmos sentadinhos em casa a dizer frases à espera que as coisas nos caiam do céu, esqueçam. Se acharmos que dizendo as vezes suficientes, ou se acreditarmos mesmo mesmo, tudo acontece. Só que não. Há que aliar a isso, a esse estado de confiança, de acreditar que a vida nos suporta, a convicção de que a vida está ali para a vivermos plenamente, que nada acontece sem esforço e sem mudança interior.

Como tal, não basta dizer e acreditar, há que fazer. E nesse fazer passamos a Ser. Por outras palavras, temos de fazer o que pregamos. De facto, há que acreditar em nós e fazermos a mudança que queremos ver acontecer, se não, nada acontece nem muda. Simples assim.

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