Ficar no passado é ficar na energia da morte

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Parece um título pesado, não é? Energia da morte… Morte é tudo aquilo que não podemos mudar, aquilo que ficou para trás, que já aconteceu, que é passado, que é imutável, estagnado, parado, que não pode ser diferente, que não flui, que não tem movimento. E tudo isso pode acontecer enquanto estamos vivos: ficar numa relação que já terminou há muito tempo, pensar no que poderia ter sido e não foi, ressentimento ou amargura por algo que passou, idealizar desfechos diferentes para uma situação passada, estar num trabalho que já não lhe traz satisfação ou crescimento pessoal há muito tempo, nunca fazer nada de novo e ter sempre as mesmas rotinas monótonas, ficar em casa constantemente, não socializar, não fazer nenhuma actividade física, etc.

A energia da morte também é depressão:

de·pres·são
(latim depressio-onis)

nome feminino

1. Abaixamento de nível.

2. [Figurado]  Enfraquecimentoabatimentofísico ou moral.

3. Achatamentocavidade pouco profunda.

4. Zona de baixa pressão atmosférica em torno da qual o vento sopra no sentido contrário ao do movimento dos ponteiros do relógio (no hemisfério norteou no sentido do movimento dos ponteiros do relógio (no hemisfério sul) (ex.: depressão atmosférica).

“depressão”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Depressão é para baixo, é denso, é pesado, é escuro. Não tem movimento de vida. Normalmente quem está deprimido, isola-se, fecha-se, fica para dentro, como se hibernasse. A vida acontece lá fora e o deprimido não consegue sentir nenhum entusiasmo, ainda assim não se anime. Porque o deprimido, muitas vezes, tem medo da felicidade, da alegria, de sair da própria zona de conforto que é a depressão, que lhe diz: “Cuidado, viver é perigoso. Podes magoar-te. Vê lá não cries muitas expectativas. Espera sempre o pior, é melhor. Protege-te. Tem cuidado, a vida é imprevisível, não te podes deixar apanhar”. E então o deprimido vive rodeado numa teia de pensamentos negativos, pessimistas, de autocrítica constante e uma mente mordaz que lhe diz que não vale nada, que é um ou uma inútil, uma farsa, etc.

Mas há deprimidos bastante funcionais que saem, têm amigos, divertem-se, são bem sucedidos, tem sonhos e ideais que perseguem, contudo, interiormente lutam contra a sua própria mente e os tais pensamentos automáticos negativos de autocrítica e pessimismo também, se for preciso. Porém, lutam contra isso e tentam motivar-se e arranjar estímulos fortalecedores. Os anteriores não, deixam-se ficar na tal energia da morte e sentem que não vale a pena sair dela, que não adianta, só pelo medo de lá voltarem novamente.

Independentemente do tipo de depressão que possa ter, principalmente se viver constantemente no passado com pensamentos sobre o que deveria ter sido e não foi, as boas notícias são, que se quiser muito, consegue elevar o seu espírito ou humor as vezes que forem precisas. Arranje estímulos positivos, coisas que goste de fazer, actividades, passatempos, cuide do seu corpo por dentro e por fora, faça aquela dieta que está a adiar há anos, faça terapia e actividades terapêuticas, leia livros de desenvolvimento pessoal e aplique as sugestões dadas, mas por favor, não fique na poça de miséria existencial que é a sua mente quando está inebriada de negativismo.

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