O bilhete dourado do Willy Wonka

Vida na Terra, desafios atrás de desafios. O que estamos aqui a fazer afinal? Qual o propósito de estarmos vivos e de termos de passar pelo que passamos? Porquê as situações tão difíceis, a perda, a escassez, a doença, as dificuldades? Porquê tudo isto? Qual o sentido? Eu digo-vos a minha opinião.

Um dia, deitada na minha cama na minha terra natal, tive uma epifania. Perdida em pensamentos, de repente, surge-me a forte convicção que tudo isto era um jogo que vínhamos jogar aqui a este planeta, que há quem chame de expiação, de aprendizado ou evolução. No fundo, o planeta Terra é uma escola, uma graduação, um terreno fértil para aprender valiosas lições, como se o objectivo de tudo isto seria lembrarmo-nos de quem somos, na verdade, envoltos na densidade de um planeta a vibrar na terceira dimensão, e a terra em si como um organismo vivo também em evolução.

A nossa missão também pode ser, exactamente, ajudar outros a lembrar-se de quem são, inspirar outros ao seu próprio despertar. E o que é isto do despertar? Despertar para a essência do que somos: almas a habitar num corpo físico, terreno. Somo tão mais do que esta matéria que nos envolve. E eu sei que, profundamente dentro de si, esta informação ressoa e surge um quê de entusiasmo e de brilho dentro de si.

As cabalas existentes no planeta batalharam muito para que nos esquecesse-mos da nossa essência, e a roda da reencarnação, se acredita nela, é um mecanismo de nos manter reféns da dor e do sofrimento. Podemos parar a roda e sair livremente, assim dita a regra do livre arbítrio. E que regra é essa? Não a de que podemos decidir o que quisermos, porque podemos – até ficar na dor e no sofrimento. Mas a regra de que temos o direito de nos podermos elevar da massa crítica de pessoas adormecidas e de que somos muito mais presos do que julgamos. O livre arbítrio é também perceber onde estamos enredados, pois muito mais nos prende do que nos liberta.

Estamos imersos em sistemas de lealdade ao clã, à família. Totalmente identificados com a dor e o sofrimento de todos antes de nós e daqueles à nossa volta. Que transe em que vivemos… Há uma história da qual gosto muito, do Neale Donald Walsh, A Pequena Alma e o Sol, que descreve na íntegra aquilo em que acredito. Se puderem deem uma espreitadela. Então a matéria é uma escola, ou prisão, até, onde temos a responsabilidade de nos recordar de quem somos, a um plano mais elevado. É sair da roda da encarnação e poder ascender – ou elevarmo-nos para além desse sistema que está instalado no planeta terra.

E, apesar de toda esta explicação que pode não lhe dizer nada e parecer muito fantasiosa, o bilhete dourado do Willy Wonka* surge exactamente da percepção de que ganhámos um bilhete para esta (às vezes tão pouco) fantástica aventura e jornada na matéria e, após a voltinha no carrossel terminar, voltamos, de alguma forma, à fonte ou à origem, de onde todos descendemos. E é isto no que gosto de acreditar. Se assim é, não posso afirmar. Talvez você acredite noutra coisa, e está tudo certo. Por isso, aproveitemos a viagem e façamos o melhor que podemos com ela. Se voltamos ou não já é outra história.

*Referência ao filme Charlie and the Chocolate Factory de Tim Burton (2005) em que, para se poder visitar a famosa fábrica de chocolate, repleta de maravilhas, tinha de se ganhar um bilhete premiado em uma das barras de chocolate Willy Wonka.

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